Síndrome de Hiperestimulação Ovariana: Diagnóstico e Sinais

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Paciente 34 anos em esquema terapêutico com Citrato de Clomifeno, evoluindo com queixa de dor pélvica intensa e vômitos. Submetida a exame ultrassonográfico transvaginal, sendo observados ovários com dimensões maiores do que duas vezes o volume inicial, quando comparado aos exames anteriores que foram realizados para monitorização, múltiplas imagens císticas no seu interior e pequena ascite pélvica.Assinale a alternativa que sugere a principal hipótese diagnóstica.

Alternativas

  1. A) Achado esperado para a terapêutica proposta.
  2. B) A paciente tem alta probabilidade de engravidar com essas características.
  3. C) O diagnóstico de síndrome de hiperestimulação ovariana deve ser pensado.
  4. D) O diagnóstico de neoplasia ovariana cística deve ser pensado.
  5. E) O diagnóstico de doença trofoblástica gestacional deve ser pensado.

Pérola Clínica

Citrato de Clomifeno + dor pélvica + ovários > 2x + ascite → suspeitar de Síndrome de Hiperestimulação Ovariana.

Resumo-Chave

A Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO) é uma complicação iatrogênica do tratamento de infertilidade, especialmente com indutores de ovulação como o Citrato de Clomifeno. Caracteriza-se por aumento ovariano, cistos múltiplos e extravasamento de fluido para o terceiro espaço (ascite, derrame pleural), manifestando-se com dor abdominal, náuseas e vômitos.

Contexto Educacional

A Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO) é uma complicação iatrogênica grave, embora rara, associada a tratamentos de infertilidade que envolvem a estimulação ovariana, como o uso de Citrato de Clomifeno ou gonadotrofinas. Ela é caracterizada por uma resposta ovariana exagerada, resultando em ovários aumentados, múltiplos cistos e um aumento da permeabilidade vascular, levando ao extravasamento de fluidos para o terceiro espaço. Os sinais e sintomas da SHO variam de leves a graves. No caso apresentado, a paciente em uso de Citrato de Clomifeno com dor pélvica intensa, vômitos, ovários com dimensões maiores que o dobro do volume inicial e múltiplas imagens císticas, além de pequena ascite pélvica, configura um quadro clássico de SHO. A ascite é um indicativo de extravasamento de fluido, que pode progredir para derrame pleural e outras complicações sistêmicas. O diagnóstico é clínico e ultrassonográfico. O manejo da SHO depende da sua gravidade, variando de observação e manejo sintomático em casos leves a hospitalização, monitorização rigorosa e, por vezes, paracentese em casos graves. É fundamental que os profissionais de saúde reconheçam precocemente os sinais e sintomas da SHO para prevenir complicações potencialmente fatais, como trombose e insuficiência renal.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para desenvolver Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO)?

Os principais fatores de risco incluem idade jovem, síndrome dos ovários policísticos (SOP), altos níveis de estradiol, uso de gonadotrofinas ou Citrato de Clomifeno, e gestação múltipla.

Quais são os sinais e sintomas da SHO?

Os sintomas variam de leves a graves, incluindo dor abdominal, distensão, náuseas, vômitos, diarreia, e em casos mais graves, ascite, derrame pleural, oligúria, hemoconcentração e trombose.

Como o Citrato de Clomifeno pode causar SHO?

O Citrato de Clomifeno é um antiestrogênio que estimula a liberação de gonadotrofinas endógenas, levando ao desenvolvimento de múltiplos folículos. Em alguns casos, essa estimulação pode ser excessiva, resultando na SHO.

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