SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Paciente 34 anos em esquema terapêutico com Citrato de Clomifeno, evoluindo com queixa de dor pélvica intensa e vômitos. Submetida a exame ultrassonográfico transvaginal, sendo observados ovários com dimensões maiores do que duas vezes o volume inicial, quando comparado aos exames anteriores que foram realizados para monitorização, múltiplas imagens císticas no seu interior e pequena ascite pélvica.Assinale a alternativa que sugere a principal hipótese diagnóstica.
Citrato de Clomifeno + dor pélvica + ovários > 2x + ascite → suspeitar de Síndrome de Hiperestimulação Ovariana.
A Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO) é uma complicação iatrogênica do tratamento de infertilidade, especialmente com indutores de ovulação como o Citrato de Clomifeno. Caracteriza-se por aumento ovariano, cistos múltiplos e extravasamento de fluido para o terceiro espaço (ascite, derrame pleural), manifestando-se com dor abdominal, náuseas e vômitos.
A Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO) é uma complicação iatrogênica grave, embora rara, associada a tratamentos de infertilidade que envolvem a estimulação ovariana, como o uso de Citrato de Clomifeno ou gonadotrofinas. Ela é caracterizada por uma resposta ovariana exagerada, resultando em ovários aumentados, múltiplos cistos e um aumento da permeabilidade vascular, levando ao extravasamento de fluidos para o terceiro espaço. Os sinais e sintomas da SHO variam de leves a graves. No caso apresentado, a paciente em uso de Citrato de Clomifeno com dor pélvica intensa, vômitos, ovários com dimensões maiores que o dobro do volume inicial e múltiplas imagens císticas, além de pequena ascite pélvica, configura um quadro clássico de SHO. A ascite é um indicativo de extravasamento de fluido, que pode progredir para derrame pleural e outras complicações sistêmicas. O diagnóstico é clínico e ultrassonográfico. O manejo da SHO depende da sua gravidade, variando de observação e manejo sintomático em casos leves a hospitalização, monitorização rigorosa e, por vezes, paracentese em casos graves. É fundamental que os profissionais de saúde reconheçam precocemente os sinais e sintomas da SHO para prevenir complicações potencialmente fatais, como trombose e insuficiência renal.
Os principais fatores de risco incluem idade jovem, síndrome dos ovários policísticos (SOP), altos níveis de estradiol, uso de gonadotrofinas ou Citrato de Clomifeno, e gestação múltipla.
Os sintomas variam de leves a graves, incluindo dor abdominal, distensão, náuseas, vômitos, diarreia, e em casos mais graves, ascite, derrame pleural, oligúria, hemoconcentração e trombose.
O Citrato de Clomifeno é um antiestrogênio que estimula a liberação de gonadotrofinas endógenas, levando ao desenvolvimento de múltiplos folículos. Em alguns casos, essa estimulação pode ser excessiva, resultando na SHO.
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