Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Homem de 54 anos com cirrose relacionada ao álcool foi internado com lesão renal aguda. Após 48 horas, ele é diagnosticado com síndrome hepatorrenal e inicia tratamento com terlipressina (1 mg, 6/6 horas) e 40 g de albumina humana/dia. Exames de sangue: creatinina prévia (de base): 0,9 mg/dL; pico de creatinina antes da terlipressina: 2,3 mg/dL e de 2,2 mg/dL após 48 horas. O próximo passo mais adequado, nesse momento, é
SHR tipo 1: se creatinina não ↓ após 48h de terlipressina 1mg, ↑ dose para 2mg 6/6h.
A síndrome hepatorrenal tipo 1 é uma complicação grave da cirrose. O tratamento inicial com terlipressina e albumina visa melhorar a perfusão renal. A resposta ao tratamento é avaliada pela creatinina sérica, e a dose de terlipressina deve ser ajustada se não houver melhora após 48 horas.
A Síndrome Hepatorrenal (SHR) é uma complicação grave e potencialmente fatal da cirrose avançada, caracterizada por insuficiência renal funcional na ausência de doença renal intrínseca. É uma das principais causas de mortalidade em pacientes com doença hepática crônica, sendo crucial seu reconhecimento e manejo precoce. A fisiopatologia da SHR envolve uma intensa vasoconstrição renal devido à vasodilatação esplâncnica e ativação de sistemas vasoconstritores endógenos. O diagnóstico é de exclusão, após descartar outras causas de lesão renal aguda e falha na expansão volêmica. A suspeita deve surgir em pacientes cirróticos com piora da função renal. O tratamento padrão para SHR tipo 1 inclui terlipressina, um vasoconstritor esplâncnico, e albumina humana, para expansão volêmica e manutenção da pressão oncótica. A dose de terlipressina deve ser ajustada se não houver resposta (queda da creatinina) após 48 horas, aumentando de 1 mg para 2 mg a cada 6 horas, visando otimizar a perfusão renal e melhorar o prognóstico.
A SHR é diagnosticada em pacientes com cirrose e ascite, que desenvolvem lesão renal aguda sem outra causa aparente, e que não respondem à expansão volêmica com albumina.
A terlipressina é um análogo da vasopressina que causa vasoconstrição esplâncnica, desviando o fluxo sanguíneo para a circulação sistêmica e renal, melhorando a perfusão dos rins.
O tratamento é considerado falho se a creatinina sérica não diminuir em pelo menos 25% do valor basal após 48 horas de terapia com terlipressina e albumina.
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