SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022
A disfunção renal na cirrose pode ter diversas etiologias, sobre essa patologia assinale a alternativa INCORRETA:
Tratamento SHR tipo 1 → Vasoconstritores esplâncnicos (Terlipressina/Noradrenalina) + Albumina.
A Síndrome Hepatorrenal (SHR) é uma complicação grave da cirrose avançada. Seu tratamento principal envolve o uso de vasoconstritores esplâncnicos (como terlipressina ou noradrenalina) para melhorar a perfusão renal, associados à albumina para expansão volêmica e manutenção da pressão oncótica.
A disfunção renal é uma complicação frequente e grave em pacientes com cirrose avançada, com diversas etiologias, sendo a Síndrome Hepatorrenal (SHR) uma das mais temidas. A SHR é caracterizada por uma insuficiência renal funcional, sem dano estrutural renal, causada por uma vasoconstrição renal severa e progressiva, secundária à vasodilatação esplâncnica maciça e à ativação de sistemas vasoconstritores endógenos. A SHR é mais comum na cirrose avançada, especialmente em pacientes com ascite e edema, e pode ser precipitada por eventos como sangramento digestivo, infecções (notadamente peritonite bacteriana espontânea - PBE) e uso inadequado de diuréticos. A presença de insuficiência renal em cirróticos está associada a uma significativa redução da sobrevida. O tratamento da SHR tipo 1, a forma mais aguda e grave, baseia-se na administração de vasoconstritores esplâncnicos (como terlipressina ou noradrenalina) para reverter a vasodilatação e melhorar a perfusão renal, associados à albumina para expansão volêmica e manutenção da pressão oncótica. É crucial diferenciar a SHR de outras causas de lesão renal aguda em cirróticos, como necrose tubular aguda, que requerem abordagens terapêuticas distintas.
A SHR é causada por uma vasoconstrição renal severa e progressiva, secundária à vasodilatação esplâncnica maciça e à ativação de sistemas vasoconstritores endógenos em pacientes com cirrose avançada.
Os pilares do tratamento são a administração de vasoconstritores esplâncnicos (terlipressina ou noradrenalina) para reverter a vasodilatação e a albumina para expansão volêmica e manutenção da pressão oncótica.
Fatores precipitantes incluem sangramento gastrointestinal, infecções (especialmente peritonite bacteriana espontânea), uso excessivo de diuréticos, paracentese de grande volume sem reposição de albumina e nefrotoxinas.
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