SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Acerca da classificação da Síndrome Hepatorrenal (SHR), pode-se afirmar: I. A SHR tipo I é de instalação lenta e tem prognostico ruim; II. A SHR tipo II é caracterizada por aumento na creatina em duas vezes o valor basal para níveis acima de 2,5 mg/dl em duas semanas; III. A SHR tipo II é a mais comum, apresenta prognóstico melhor em relação ao tipo I, e é associada a ascite refratária.
SHR tipo II = mais comum, prognóstico melhor que tipo I, associada a ascite refratária.
A Síndrome Hepatorrenal (SHR) é uma complicação grave da cirrose, caracterizada por insuficiência renal funcional. A SHR tipo I tem instalação rápida e prognóstico péssimo, enquanto a SHR tipo II tem instalação mais lenta, prognóstico relativamente melhor e está frequentemente associada à ascite refratária.
A Síndrome Hepatorrenal (SHR) é uma complicação grave e potencialmente fatal da cirrose avançada, caracterizada por insuficiência renal funcional na ausência de doença renal intrínseca. Ela representa uma falha circulatória renal, onde a vasoconstrição renal severa leva à diminuição da filtração glomerular, apesar de uma função cardíaca geralmente normal. A classificação da SHR é crucial para o prognóstico e manejo. A SHR tipo I é uma forma rapidamente progressiva, definida por um aumento da creatinina sérica em pelo menos duas vezes o valor basal, atingindo níveis acima de 2,5 mg/dL em menos de duas semanas. Possui um prognóstico extremamente sombrio, com sobrevida média de poucas semanas. Em contraste, a SHR tipo II é de instalação mais lenta e progressiva, com creatinina sérica geralmente acima de 1,5 mg/dL, mas sem a rápida deterioração da função renal observada no tipo I. É frequentemente associada à ascite refratária e, embora ainda grave, tem um prognóstico ligeiramente melhor que o tipo I. O tratamento envolve vasopressores e albumina, com o transplante hepático sendo a única cura definitiva.
A SHR tipo I é de rápida progressão, com creatinina sérica dobrando em menos de 2 semanas, e tem prognóstico muito ruim. A SHR tipo II é de progressão mais lenta, com creatinina > 1.5 mg/dL, e está associada à ascite refratária, com prognóstico um pouco melhor.
Os critérios incluem cirrose com ascite, creatinina sérica > 1.5 mg/dL, ausência de choque, ausência de nefrotoxinas, ausência de doença renal parenquimatosa e ausência de melhora da função renal após expansão volêmica com albumina.
O tratamento visa melhorar a perfusão renal e inclui vasopressores (terlipressina, noradrenalina) combinados com albumina. O transplante hepático é o tratamento definitivo, oferecendo a única cura para a condição.
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