UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2024
Sobre Síndrome Hepatorrenal, podemos afirmar que:
SHR = diagnóstico de exclusão. Teste da albumina por 48h é crucial para diferenciar de outras IRAs em cirróticos.
A Síndrome Hepatorrenal (SHR) é um diagnóstico de exclusão em pacientes com doença hepática avançada e insuficiência renal. Antes de confirmá-la, é imperativo realizar um 'teste da albumina' (infusão de albumina e suspensão de diuréticos por 48 horas) para descartar outras causas de lesão renal aguda que poderiam responder a essas medidas, como a necrose tubular aguda.
A Síndrome Hepatorrenal (SHR) é uma complicação grave e potencialmente fatal da cirrose avançada e insuficiência hepática, caracterizada por insuficiência renal funcional na ausência de doença renal intrínseca. Sua fisiopatologia envolve uma vasodilatação esplâncnica acentuada, levando à hipovolemia arterial efetiva e ativação de sistemas vasoconstritores endógenos, resultando em vasoconstrição renal e diminuição da filtração glomerular. O diagnóstico da SHR é de exclusão e requer uma investigação cuidadosa para descartar outras causas de lesão renal aguda em pacientes cirróticos. Um passo fundamental é o 'teste da albumina', que consiste na administração de albumina intravenosa por 48 horas, juntamente com a suspensão de diuréticos. A ausência de melhora significativa da função renal após essa intervenção sugere fortemente o diagnóstico de SHR. Além disso, a SHR geralmente cursa com hiponatremia dilucional devido à retenção hídrica e secreção inadequada de ADH. O tratamento da SHR é complexo e visa reverter a vasodilatação esplâncnica e melhorar a perfusão renal. A terapia de primeira linha inclui o uso de vasoconstritores esplâncnicos (como terlipressina ou noradrenalina) em combinação com a infusão de albumina. A albumina é crucial não apenas para o diagnóstico, mas também para otimizar a resposta aos vasoconstritores e prevenir a hipovolemia. O prognóstico da SHR é reservado, e o transplante hepático é a única cura definitiva.
Os critérios incluem cirrose com ascite, creatinina sérica > 1,5 mg/dL, ausência de choque, uso recente de drogas nefrotóxicas ou doença renal parenquimatosa, e ausência de melhora da função renal após 48 horas de suspensão de diuréticos e expansão volêmica com albumina (teste da albumina).
O teste da albumina é crucial porque a SHR é um diagnóstico de exclusão. A infusão de albumina por 48 horas, juntamente com a suspensão de diuréticos, ajuda a diferenciar a SHR de outras causas de lesão renal aguda em pacientes cirróticos, como a necrose tubular aguda, que poderiam melhorar com a expansão volêmica.
Os vasoconstritores esplâncnicos, como a terlipressina ou noradrenalina, são essenciais no tratamento da SHR. Eles atuam revertendo a vasodilatação esplâncnica, que é a fisiopatologia central da SHR, melhorando a perfusão renal. A infusão de albumina deve ser mantida concomitantemente para otimizar a resposta e prevenir complicações.
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