FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2023
Menino de 4 anos chega a um serviço de emergência apresentando diarreia com sangue iniciada há 5 dias. Mãe refere que apresentou quadro de dor abdominal, vômito e febre elevada antes do início da diarreia e que, no início, a diarreia era não sanguinolenta, tornando-se tipicamente sanguinolenta. A família e a criança têm hábito de comer quibe cru, além de produtos lácteos, água, frutas ou vegetais. Sobre o caso, pode-se afirmar que
Criança + diarreia sanguinolenta + histórico de carne crua → SHU por E. coli O157:H7. Tríade: anemia hemolítica, trombocitopenia, IRA.
A Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) é uma complicação grave, frequentemente associada à infecção por E. coli produtora de toxina Shiga (STEC), especialmente a cepa O157:H7. O consumo de carne crua ou malcozida é um fator de risco. A SHU se manifesta pela tríade de anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia e insuficiência renal aguda.
A Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) é uma microangiopatia trombótica caracterizada pela tríade de anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia e insuficiência renal aguda. É a principal causa de insuficiência renal aguda em crianças pequenas e, na maioria dos casos, é precedida por uma infecção gastrointestinal por E. coli produtora de toxina Shiga (STEC), sendo a cepa O157:H7 a mais comum. O quadro clínico típico inicia-se com dor abdominal, vômitos e febre, seguidos por diarreia que se torna sanguinolenta. Após alguns dias, a SHU se manifesta com palidez (anemia), petéquias ou equimoses (trombocitopenia) e sinais de insuficiência renal, como oligúria e edema. O consumo de alimentos contaminados, como carne crua ou malcozida, é um fator de risco importante, como no caso do quibe cru. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com a detecção da tríade e a pesquisa da toxina Shiga nas fezes. O tratamento é de suporte, com foco na manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico, controle da hipertensão e, se necessário, diálise. Antibióticos não são recomendados na fase diarreica da SHU associada a STEC, pois podem aumentar a liberação de toxinas. A prevenção envolve boas práticas de higiene e segurança alimentar. O reconhecimento precoce da SHU é vital para minimizar a morbidade e mortalidade.
A SHU é caracterizada pela tríade de anemia hemolítica microangiopática (palidez, icterícia), trombocitopenia (petéquias, sangramentos) e insuficiência renal aguda (oligúria, edema). Geralmente é precedida por diarreia sanguinolenta.
A E. coli O157:H7 e outras cepas STEC produzem toxinas Shiga (verotoxinas) que são absorvidas no intestino e viajam pela corrente sanguínea até os rins. Lá, elas danificam as células endoteliais dos glomérulos, levando à formação de trombos, hemólise microangiopática e insuficiência renal.
O histórico alimentar é crucial, pois a infecção por STEC é frequentemente adquirida pelo consumo de carne bovina malcozida (como quibe cru), produtos lácteos não pasteurizados, vegetais contaminados ou água não tratada. A identificação da fonte pode guiar medidas de saúde pública e reforçar a suspeita diagnóstica.
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