Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
Pode-se afirmar sobre a síndrome hemolítico-urêmica (SHU)
SHU = tríade de anemia hemolítica microangiopática + trombocitopenia + insuficiência renal aguda.
A Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) é uma microangiopatia trombótica caracterizada pela tríade de anemia hemolítica microangiopática (com esquizócitos), trombocitopenia e insuficiência renal aguda. A forma mais comum em crianças é a SHU típica, associada à infecção por E. coli produtora de toxina Shiga.
A Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) é uma microangiopatia trombótica grave, predominantemente pediátrica, mas que pode afetar adultos. É caracterizada pela tríade de anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia e insuficiência renal aguda, sendo uma das principais causas de insuficiência renal aguda na infância, com alta morbidade. A forma mais comum, a SHU típica (ou diarreia-associada), é desencadeada por infecção por Escherichia coli produtora de toxina Shiga (STEC). A toxina causa lesão endotelial, levando à formação de trombos na microvasculatura renal e de outros órgãos, resultando na destruição de hemácias (esquizócitos) e consumo de plaquetas, culminando na insuficiência renal. O diagnóstico é clínico-laboratorial, com a identificação da tríade e, se possível, da toxina Shiga. O tratamento é principalmente de suporte, incluindo hidratação rigorosa, controle da hipertensão e, em casos graves, diálise. Antibióticos são geralmente contraindicados na SHU STEC, pois podem aumentar a liberação de toxina. O prognóstico varia, mas a maioria das crianças se recupera, embora algumas possam desenvolver doença renal crônica ou sequelas neurológicas.
A SHU é definida pela ocorrência simultânea de anemia hemolítica microangiopática (com presença de esquizócitos), trombocitopenia e insuficiência renal aguda, que pode variar em gravidade.
A causa mais comum é a infecção por cepas de Escherichia coli produtoras de toxina Shiga (STEC), especialmente E. coli O157:H7, responsável pela SHU típica ou diarreia-associada, que ocorre após um quadro de diarreia sanguinolenta.
A anemia é causada pela destruição mecânica dos eritrócitos ao passarem por microtrombos na microvasculatura, resultando em esquizócitos (fragmentos de hemácias) no esfregaço de sangue periférico, um achado laboratorial característico.
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