FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Menina de 2 anos de idade, previamente hígida, apresentou 3 dias de diarreia sanguinolenta, que foi resolvida espontaneamente. Após a resolução do quadro diarreico, a mãe notou que a criança começou a apresentar palidez importante. Procurou a emergência do hospital e, ao exame físico, a criança apresentava-se pálida, irritada, afebril, com frequência cardíaca de 150 bpm, pressão arterial de 150/80 mmHg, com edema nas extremidades inferiores com formação de cacifo e petéquias disseminadas. O diagnóstico mais provável para este caso é:
Diarreia sanguinolenta + IRA + anemia hemolítica + trombocitopenia em criança = Síndrome Hemolítico-Urêmica.
A Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) é uma complicação grave, frequentemente pós-infecção por E. coli produtora de toxina Shiga, caracterizada pela tríade de anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia e insuficiência renal aguda, com manifestações como diarreia sanguinolenta prévia, palidez, edema e petéquias.
A Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) é uma microangiopatia trombótica grave que afeta predominantemente crianças, sendo uma das principais causas de insuficiência renal aguda na infância. A forma mais comum, a SHU típica ou diarreia-associada (SHU-D+), é desencadeada por infecção por cepas de Escherichia coli produtoras de toxina Shiga (STEC), como a O157:H7. A fisiopatologia envolve a ação da toxina Shiga no endotélio vascular, especialmente nos rins, levando à formação de trombos nas arteríolas e capilares. Isso resulta na tríade clássica: anemia hemolítica microangiopática (com esquizócitos no esfregaço), trombocitopenia e insuficiência renal aguda. Clinicamente, a criança geralmente apresenta um quadro de diarreia sanguinolenta que precede o desenvolvimento da tríade, com palidez, irritabilidade, edema, hipertensão e petéquias. O diagnóstico é clínico e laboratorial, confirmando a tríade. O tratamento é de suporte, focando na manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico, controle da hipertensão e, se necessário, diálise para a insuficiência renal. Não há tratamento específico para a toxina Shiga. O prognóstico varia, mas a SHU pode levar a sequelas renais crônicas e, em casos graves, à morte. É crucial o reconhecimento precoce para um manejo adequado.
A SHU é caracterizada pela tríade de anemia hemolítica microangiopática (palidez), trombocitopenia (petéquias) e insuficiência renal aguda (edema, hipertensão). Frequentemente é precedida por diarreia sanguinolenta.
A causa mais comum da SHU típica (SHUa) é a infecção por cepas de Escherichia coli produtoras de toxina Shiga (STEC), como a E. coli O157:H7, que danificam o endotélio vascular, levando à formação de microtrombos.
A SHU apresenta anemia hemolítica microangiopática e insuficiência renal, além da trombocitopenia, e geralmente é precedida por diarreia. A PTI, por outro lado, cursa com trombocitopenia isolada e não há evidência de hemólise ou disfunção renal.
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