UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Paciente procura atendimento referindo diarreia com sangue há 2 dias. Ao exame físico, encontra-se em mau estado geral, desidratado e com hipotensão arterial. Durante a internação, evoluiu com insuficiência renal, anemia hemolítica microangiopática e trombocitopenia. O agente etiológico mais comum desses casos é:
Diarreia sanguinolenta + IRA + anemia hemolítica microangiopática + trombocitopenia → SHU, principal causa é E. coli STEC.
A Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) é uma complicação grave de infecções por E. coli produtoras de toxina Shiga (STEC), caracterizada pela tríade de anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia e insuficiência renal aguda. A toxina Shiga lesa o endotélio vascular, levando à formação de trombos e destruição de hemácias.
A Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) é uma microangiopatia trombótica grave, mais comum em crianças, mas que pode afetar adultos. É uma das principais causas de insuficiência renal aguda em pediatria. A compreensão de sua fisiopatologia e apresentação clínica é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado. A SHU é classicamente desencadeada por infecção pela Escherichia coli produtora de toxina Shiga (STEC), especialmente o sorotipo O157:H7, que causa diarreia sanguinolenta. A toxina Shiga (ou verotoxina) é absorvida e atinge a circulação, causando dano endotelial em pequenos vasos, principalmente nos rins. Isso leva à formação de trombos, destruição de eritrócitos (anemia hemolítica microangiopática) e consumo de plaquetas (trombocitopenia), resultando na tríade clássica da doença. O tratamento da SHU é essencialmente de suporte, visando manter a função renal, corrigir a anemia e a trombocitopenia, e controlar a hipertensão. A diálise pode ser necessária em casos de insuficiência renal grave. É importante evitar o uso de antibióticos que possam aumentar a liberação da toxina Shiga, bem como anti-motilidade intestinal. O prognóstico varia, mas a recuperação completa é possível com manejo intensivo.
A SHU é caracterizada pela tríade de anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia e insuficiência renal aguda. Frequentemente é precedida por diarreia sanguinolenta.
O agente mais comum é a Escherichia coli produtora de toxina Shiga (STEC), especialmente o sorotipo O157:H7. A toxina Shiga danifica o endotélio vascular, levando à formação de microtrombos e hemólise.
O manejo é principalmente de suporte, incluindo hidratação rigorosa, controle da pressão arterial, manejo da insuficiência renal (podendo necessitar de diálise) e transfusões sanguíneas conforme necessário. Antibióticos não são recomendados, pois podem aumentar a liberação de toxina.
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