IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Pré-escolar, três anos, iniciou quadro de diarreia há seis dias e evoluiu com vômitos e irritabilidade importante. Foi, então, levado a um serviço de emergência, onde realiza exames complementares com os resultados a seguir: hemograma: Hb 7,0g/dL; hematócrito 22%; leucócitos 18.000 mm3 (neutrófilos 45% e linfócitos 52%); plaquetas 95.000 mm³; ureia 65 mg/dL; creatinina 0,9 mg/dL; Na+143 mEq/L; e K+ 4,8 mEq/L. O diagnóstico provável e o tratamento correto são, respectivamente:
SHU diarreica = Anemia hemolítica microangiopática + Trombocitopenia + Lesão renal aguda pós-diarreia. Tratamento é suporte.
A Síndrome Hemolítica Urêmica (SHU) é uma complicação grave, geralmente pós-infecciosa (E. coli O157:H7), caracterizada pela tríade de anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia e lesão renal aguda. O tratamento é essencialmente de suporte, focando na hidratação, controle da hipertensão e, se necessário, diálise.
A Síndrome Hemolítica Urêmica (SHU) é uma microangiopatia trombótica caracterizada pela tríade de anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia e lesão renal aguda. É uma das principais causas de insuficiência renal aguda em crianças, com maior incidência em pré-escolares. A forma mais comum é a SHU diarreica (D+ SHU), geralmente precedida por uma infecção gastrointestinal por Escherichia coli produtora de toxina Shiga (STEC), como a O157:H7. A fisiopatologia envolve a ação da toxina Shiga, que danifica as células endoteliais dos capilares glomerulares, levando à formação de trombos, hemólise intravascular e consumo de plaquetas. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com hemograma mostrando anemia com esquizócitos, trombocitopenia e leucocitose, além de elevação de ureia e creatinina. A suspeita deve ser alta em crianças com diarreia prévia que desenvolvem palidez, petéquias e oligúria. O tratamento da SHU é essencialmente de suporte. Isso inclui manejo rigoroso do balanço hídrico, correção de distúrbios eletrolíticos, controle da hipertensão e, em casos de insuficiência renal grave, indicação de diálise. A transfusão de concentrado de hemácias pode ser necessária para anemia sintomática, e a transfusão de plaquetas é reservada para sangramentos ativos ou procedimentos invasivos. Antibióticos são geralmente contraindicados, pois podem piorar o quadro ao aumentar a liberação de toxina. O prognóstico é variável, mas a maioria das crianças se recupera, embora algumas possam desenvolver doença renal crônica.
A SHU se manifesta classicamente pela tríade de anemia hemolítica microangiopática (palidez, icterícia), trombocitopenia (petéquias, sangramentos) e lesão renal aguda (oligúria, edema, hipertensão), geralmente após um quadro de diarreia sanguinolenta.
O tratamento da SHU diarreica é primariamente de suporte, incluindo hidratação cuidadosa, controle da pressão arterial, manejo de distúrbios eletrolíticos e, se houver insuficiência renal grave, terapia renal substitutiva (diálise).
A antibioticoterapia é geralmente contraindicada na SHU diarreica causada por STEC porque pode levar à lise bacteriana e à liberação aumentada de toxina Shiga, potencialmente agravando a doença renal e neurológica.
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