SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Das relações abaixo, entre alterações hematológicas e doenças sistêmicas, a MENOS provável é
Síndrome HELLP = Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas, TROMBOCITOPENIA (plaquetas baixas).
A Síndrome HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por trombocitopenia (plaquetas < 100.000/mm³), hemólise e elevação das enzimas hepáticas. Plaquetose (aumento de plaquetas) é o oposto e não faz parte do quadro.
As alterações hematológicas são frequentemente marcadores importantes de doenças sistêmicas, e o conhecimento dessas associações é crucial para o diagnóstico diferencial. Por exemplo, a neutrofilia pode ocorrer em situações de estresse agudo, como hemorragia severa, devido à liberação de catecolaminas e cortisol. A neutropenia é uma característica definidora da Síndrome de Felty, uma variante rara e grave da artrite reumatoide. A linfocitose atípica é um achado comum em infecções virais, como a citomegalovirose (CMV) e a mononucleose infecciosa. A eosinofilia, embora possa ser vista em algumas vasculites, é mais classicamente associada a parasitoses, alergias e certas vasculites eosinofílicas (ex: granulomatose eosinofílica com poliangiite). A Síndrome HELLP, uma complicação grave da pré-eclâmpsia, é caracterizada por hemólise, elevação das enzimas hepáticas e, crucialmente, trombocitopenia (plaquetas baixas). A plaquetose (aumento das plaquetas) é, portanto, a alteração hematológica menos provável de ser associada à síndrome HELLP, tornando a alternativa 'plaquetose e síndrome HELLP' a incorreta.
A síndrome HELLP é diagnosticada pela presença de hemólise (esquizócitos, bilirrubina indireta elevada, LDH elevado), enzimas hepáticas elevadas (AST/ALT > 2x o limite superior) e trombocitopenia (plaquetas < 100.000/mm³).
A neutropenia na síndrome de Felty, uma complicação da artrite reumatoide, é multifatorial, envolvendo sequestro esplênico de neutrófilos, destruição imune e supressão da medula óssea, resultando em maior risco de infecções.
Infecções virais como a citomegalovirose (CMV), mononucleose infecciosa (vírus Epstein-Barr), HIV e hepatites virais podem causar linfocitose atípica, caracterizada pela presença de linfócitos reativos no esfregaço sanguíneo.
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