Síndrome HELLP: Diagnóstico e Manejo Urgente na Gestação

HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2016

Enunciado

Chega à maternidade uma paciente de 21 anos, no curso da 34ª semana de sua primeira gestação às 3h da manhã. Durante a noite, ela foi acordada por dor de cabeça de forte intensidade, náusea e dor epigástrica leve, que vem aumentando de intensidade. No momento do atendimento porta seu cartão de pré-natal e exames, que mostram uma gestação até o momento sem quaisquer sinais de problemas. Exame obstétrico evidencia batimentos cardiofetais presentes, fundo uterino mede 31 cm e o tônus uterino encontra- se discretamente aumentado. Não há edema e a pressão arterial verificada é de 124 x 78 mmHg. Os primeiros exames laboratoriais da paciente mostram ausência de traços de proteínas na urina tipo 1; plaquetas de 97.000/mm³; LDH = 898 UI/L; TGO = 121 UI/L e TGP = 130 UI/L. Em relação ao caso, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) A nuliparidade da paciente é fator protetor para pré-eclâmpsia. 
  2. B) Síndrome HELLP é um diagnóstico altamente improvável, visto que normalmente não se desenvolve de maneira súbita em paciente sem histórico de elevação pressórica durante a gestação. 
  3. C) Não há indicação de iniciar sulfato de magnésio, mesmo na suspeita de pré-eclâmpsia, já que não há hipertensão no momento e esta medicação frequentemente leva a intoxicação. 
  4. D) Está indicado estabilizar a paciente, iniciar corticoterapia por 48h.
  5. E) Estabilização da paciente, avaliação do bem-estar fetal e interrupção da gestação.

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