Síndrome HELLP: Critérios Laboratoriais e Diagnóstico

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021

Enunciado

São achados laboratoriais compatíveis com evolução desfavorável de quadro de pré aclâmpsia para síndrome HELLP, as alternativas abaixo, EXCETO a alternativa:

Alternativas

  1. A) Valores de plaquetas inferiores a 100.000/mm3.
  2. B) Elevação dos valores de aspartato aminotransferase e alanina aminotransferase acima de duas vezes o seu valor de normalidade.
  3. C) Presença de esquizócitos e equinócitos em sangue periférico e/ou elevação dos níveis de desidrogenase lática acima de 600UI/L e/ou bilirrubinas indiretas acima de 1,2mg/dL.
  4. D) Glicose sérica de jejum em níveis inferiores a 99mg/dL.

Pérola Clínica

Síndrome HELLP = Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas, Plaquetas baixas. Glicose normal não é critério.

Resumo-Chave

A Síndrome HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por hemólise, elevação de enzimas hepáticas e plaquetopenia. Níveis de glicose sérica de jejum não são um critério diagnóstico para a síndrome HELLP e, portanto, não indicam sua evolução.

Contexto Educacional

A Síndrome HELLP (Hemolysis, Elevated Liver enzymes, Low Platelets) é uma complicação grave e potencialmente fatal da pré-eclâmpsia, que pode ocorrer antes, durante ou após o parto. Sua identificação precoce é crucial para o manejo adequado e para a redução da morbimortalidade materna e perinatal. A fisiopatologia envolve uma microangiopatia trombótica, resultando em hemólise, disfunção hepática e consumo plaquetário. O diagnóstico da Síndrome HELLP é eminentemente laboratorial, baseado em três pilares: hemólise (evidenciada por esquizócitos no esfregaço de sangue periférico, elevação da desidrogenase lática - LDH, e/ou bilirrubinas indiretas), elevação das enzimas hepáticas (aspartato aminotransferase - AST e alanina aminotransferase - ALT, geralmente duas vezes acima do limite superior da normalidade) e plaquetopenia (contagem de plaquetas inferior a 100.000/mm³). É importante ressaltar que a glicose sérica de jejum não é um marcador ou critério diagnóstico para a Síndrome HELLP. O manejo da Síndrome HELLP geralmente envolve a estabilização da paciente e a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, uma vez que a condição tende a piorar com a continuidade da gravidez. A monitorização intensiva, controle da pressão arterial e, em alguns casos, o uso de corticosteroides para acelerar a maturação pulmonar fetal e melhorar a contagem plaquetária, são componentes importantes do tratamento. A compreensão clara dos critérios diagnósticos e da conduta é vital para todos os profissionais que atuam na obstetrícia.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos laboratoriais para a Síndrome HELLP?

Os critérios incluem plaquetas < 100.000/mm³, elevação de AST e ALT > 2x o limite superior da normalidade e evidência de hemólise (LDH > 600 UI/L, bilirrubina indireta > 1,2 mg/dL ou esquizócitos).

Por que a glicose sérica não é um critério para a Síndrome HELLP?

A glicose sérica não está diretamente envolvida na fisiopatologia da Síndrome HELLP, que é uma microangiopatia trombótica com disfunção hepática e hemólise. Níveis de glicose são relevantes para diabetes gestacional, mas não para HELLP.

Quais são os sintomas clínicos que podem indicar Síndrome HELLP?

Os sintomas podem incluir dor epigástrica ou no quadrante superior direito, náuseas, vômitos, cefaleia, mal-estar geral e, em casos graves, icterícia e sangramentos.

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