FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Uma mulher primigesta de 37 anos de idade, com 32 semanas de idade gestacional, estava internada para controle pressórico por pré‑eclampsia grave. Já em uso de duas medicações anti‑hipertensivas, teve piora no quadro, com queixa de náuseas, vômitos, dor epigástrica à direita, associado à piora nos níveis pressóricos, no momento de 160/100 mmHg. Com base nessa situação hipotética e considerando o caso de uma síndrome HELLP, os exames laboratoriais que confirmarão o diagnóstico serão
Síndrome HELLP = Hemólise (LDH ↑, esquizócitos), Enzimas Hepáticas Elevadas (AST/ALT ↑), Plaquetas Baixas (<100.000).
A Síndrome HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por disfunção microvascular e hepática. Sua tríade diagnóstica laboratorial é essencial para o reconhecimento e manejo rápido, que frequentemente envolve a interrupção da gestação.
A Síndrome HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por hemólise (H), elevação de enzimas hepáticas (EL) e plaquetopenia (LP). Embora sua etiologia exata não seja totalmente compreendida, acredita-se que envolva disfunção endotelial e ativação plaquetária, levando a microangiopatia e lesão hepática. Sua incidência varia de 0,5% a 0,9% de todas as gestações e de 10% a 20% das gestações complicadas por pré-eclâmpsia grave. O diagnóstico da Síndrome HELLP é laboratorial e requer a presença dos três componentes: hemólise (evidenciada por esquizócitos no esfregaço, bilirrubina indireta elevada, LDH > 600 U/L), elevação de enzimas hepáticas (AST ou ALT > 70 U/L) e plaquetopenia (contagem de plaquetas < 100.000/mm³). Clinicamente, as pacientes podem apresentar dor epigástrica ou no quadrante superior direito, náuseas, vômitos e cefaleia, além dos sintomas da pré-eclâmpsia. O manejo da Síndrome HELLP é complexo e visa estabilizar a mãe e interromper a gestação. A interrupção é geralmente indicada independentemente da idade gestacional, uma vez que a condição pode progredir rapidamente para complicações graves como CIVD, insuficiência renal aguda, edema pulmonar e hemorragia cerebral. O tratamento inclui controle da pressão arterial, sulfato de magnésio para prevenção de eclampsia e, em alguns casos, corticosteroides para maturação pulmonar fetal se a gestação for pré-termo.
Os sinais clínicos incluem dor no quadrante superior direito ou epigástrica, náuseas, vômitos, cefaleia, mal-estar e, em casos graves, icterícia ou sangramentos. A hipertensão e proteinúria da pré-eclâmpsia grave também estão presentes.
A elevação da desidrogenase láctica (LDH) é um marcador de hemólise intravascular, um dos componentes chave da Síndrome HELLP, indicando destruição de glóbulos vermelhos.
A conduta definitiva para a Síndrome HELLP é a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, após estabilização materna. O manejo inclui controle pressórico, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e, se necessário, transfusão de plaquetas.
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