Síndrome HELLP: Diagnóstico e Manejo Urgente na Gestação

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021

Enunciado

Mulher com 36 semanas de gestação com diagnóstico de síndrome hipertensiva, em uso de metildopa 1 g/dia, comparece para consulta de pré-natal sem queixa e com bom controle pressórico. Ao exame físico, apresenta-se com pressão arterial de 130 x 84 mmHg, edema de 1 +/4+ em membros inferiores e altura uterina de 32 centímetros. Cardiotocografia evidenciou feto ativo. Traz exames laboratoriais: hemoglobina: 13,0 g/dL; plaquetas: 99.000/mcL; creatinina: 0,9 mg/dL; transaminase glutâmico-oxalacética: 32 U/L; transaminase glutâmico-pirúvica: 27 U/L. Com base neste caso, assinale a alternativa que representa a conduta mais CORRETA.

Alternativas

  1. A) Internação imediata para propedêutica de HELLP síndrome
  2. B) Retorno semanal até 38 semanas e então agendar resolução devido ao diagnóstico de pré-eclampsia
  3. C) Retorno semanal até 39 semanas com avaliação semanal de vitalidade fetal e comprometimento sistêmico materno
  4. D) Retorno semanal até 41 semanas com avaliação semanal de vitalidade fetal e comprometimento sistêmico materno

Pérola Clínica

Gestante com HAS e plaquetas <100.000/mcL → Suspeita de HELLP, requer internação e propedêutica imediata.

Resumo-Chave

A paciente, com diagnóstico de síndrome hipertensiva, apresenta plaquetopenia (<100.000/mcL) em 36 semanas de gestação. Este achado, mesmo com PA controlada e sem outras queixas, é um critério para suspeita de Síndrome HELLP ou pré-eclâmpsia grave, exigindo internação imediata para investigação e manejo.

Contexto Educacional

A Síndrome HELLP (Hemólise, Elevação de Enzimas Hepáticas e Plaquetopenia) é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, embora possa ocorrer em até 15-20% dos casos sem hipertensão ou proteinúria exuberante. É uma condição de alto risco materno e fetal, com mortalidade significativa se não diagnosticada e tratada prontamente. O diagnóstico da Síndrome HELLP é laboratorial, baseado nos critérios de hemólise (evidenciada por esquizócitos, bilirrubina indireta elevada e LDH elevado), elevação das enzimas hepáticas (AST e ALT > 2 vezes o limite superior da normalidade) e plaquetopenia (<100.000/mcL). Os sintomas podem ser inespecíficos, como dor epigástrica, dor no quadrante superior direito, náuseas, vômitos e mal-estar. A conduta mais correta diante da suspeita de Síndrome HELLP é a internação imediata para propedêutica completa e manejo. A interrupção da gestação é o tratamento definitivo, geralmente indicada após a estabilização materna e, se possível, a administração de corticoides para maturação pulmonar fetal (se idade gestacional <34 semanas e condição materna permitir). No caso apresentado, a plaquetopenia isolada já é um sinal de alerta para HELLP ou pré-eclâmpsia grave, exigindo investigação e conduta ativa.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Síndrome HELLP?

A Síndrome HELLP é caracterizada por Hemólise (esquizócitos no esfregaço, bilirrubina indireta >1,2 mg/dL, LDH >600 U/L), Enzimas hepáticas elevadas (AST/ALT >2x o limite superior da normalidade) e Plaquetopenia (<100.000/mcL).

Qual a conduta inicial em caso de suspeita de Síndrome HELLP?

A conduta inicial é a internação imediata, estabilização da paciente, monitoramento materno-fetal rigoroso e planejamento da interrupção da gestação, que é o único tratamento definitivo.

A Síndrome HELLP sempre se apresenta com hipertensão grave?

Não necessariamente. Embora frequentemente associada à pré-eclâmpsia grave, a Síndrome HELLP pode ocorrer em mulheres com pressão arterial normal ou apenas levemente elevada, e até mesmo na ausência de proteinúria.

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