Síndrome HELLP: Diagnóstico e Sinais de Alerta na Gestação

UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Primigesta com 37 semanas de gestação dá entrada na emergência com queixa de vômitos, epigastralgia, dor abdominal em barra e pressão arterial de 160 x 110 mmHg. Os exames complementares mostram relação proteinúria/creatinúria de 1,5, LDH de 1400 UI, TGO de 120 mg/dL, bilirrubina total de 5 mg/dL e contagem de plaquetas igual a 40.000/ml. Assinale a opção que apresenta o diagnóstico mais provável.

Alternativas

  1. A) Hepatite. 
  2. B) Síndrome HELLP.
  3. C) Síndrome hemolítica urêmica. 
  4. D) Púrpura trombocitopênica idiopática. 

Pérola Clínica

Síndrome HELLP = Hemólise (LDH ↑, bilirrubina ↑) + Enzimas hepáticas elevadas (TGO/TGP ↑) + Plaquetopenia (<100.000).

Resumo-Chave

A Síndrome HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por Hemólise (LDH e bilirrubina elevadas), Enzimas hepáticas elevadas (TGO/TGP) e Baixa contagem de Plaquetas. Os sintomas como epigastralgia e dor em barra, juntamente com a hipertensão e os achados laboratoriais, são altamente sugestivos desse diagnóstico.

Contexto Educacional

A Síndrome HELLP (Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas e Baixa contagem de Plaquetas) é uma complicação grave e potencialmente fatal da pré-eclâmpsia, ocorrendo em 0,5% a 0,9% de todas as gestações e em 10% a 20% das pacientes com pré-eclâmpsia grave. Geralmente se manifesta no terceiro trimestre, mas pode ocorrer no segundo trimestre ou no pós-parto. O reconhecimento precoce é fundamental devido ao alto risco de morbimortalidade materna e perinatal. O diagnóstico da Síndrome HELLP é laboratorial, com a tríade de hemólise (evidenciada por LDH elevado, bilirrubina indireta elevada e esquizócitos), elevação das enzimas hepáticas (TGO e TGP) e plaquetopenia. Clinicamente, as pacientes podem apresentar epigastralgia, dor no quadrante superior direito, náuseas, vômitos e mal-estar. A hipertensão e a proteinúria são frequentemente presentes, mas não são critérios diagnósticos obrigatórios para a síndrome HELLP em si. O manejo da Síndrome HELLP é uma emergência obstétrica e a principal conduta é a interrupção da gestação, após a estabilização da paciente. Isso inclui o controle da pressão arterial, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e, em alguns casos, transfusão de hemoderivados. Residentes devem estar aptos a identificar rapidamente essa condição e iniciar o manejo adequado para otimizar os desfechos maternos e fetais.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos da Síndrome HELLP?

A Síndrome HELLP é diagnosticada pela presença de hemólise (evidenciada por esquizócitos no esfregaço, bilirrubina indireta elevada >1,2 mg/dL ou LDH >600 UI/L), enzimas hepáticas elevadas (TGO/TGP >2x o limite superior da normalidade) e plaquetopenia (<100.000/mm³).

Quais são os sintomas clínicos da Síndrome HELLP?

Os sintomas podem incluir dor no quadrante superior direito do abdome ou epigastralgia (dor em barra), náuseas, vômitos, cefaleia e mal-estar geral. A hipertensão e a proteinúria, embora comuns, não são critérios obrigatórios para o diagnóstico de HELLP, mas geralmente estão presentes devido à associação com pré-eclâmpsia.

Qual a conduta principal no manejo da Síndrome HELLP?

A conduta principal na Síndrome HELLP é a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, após estabilização materna. Antes do parto, medidas como controle da pressão arterial e prevenção de convulsões com sulfato de magnésio são cruciais.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo