FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
Uma mulher secundigesta, já com um parto normal realizado anteriormente, encontrava-se com 33 semanas de idade gestacional e com diagnóstico de pré-eclâmpsia. A paciente apresentou exames laboratoriais com AST 320, LDH alta e plaquetas 48.000. Com base nesse caso clínico hipotético, assinale a opção que apresenta a conduta adequada.
HELLP Síndrome = Estabilização materna (MgSO4 + anti-hipertensivos) + Resolução da gestação.
A síndrome HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia que exige interrupção da gravidez após estabilização clínica, independentemente da idade gestacional.
A Síndrome HELLP representa um dos espectros mais graves das síndromes hipertensivas da gestação. A fisiopatologia envolve lesão endotelial sistêmica, microangiopatia trombótica e isquemia hepática. O manejo exige uma abordagem rápida: 1) Estabilização hemodinâmica; 2) Profilaxia de convulsões com Sulfato de Magnésio (esquema de Pritchard ou Zuspan); 3) Controle de picos hipertensivos; 4) Avaliação da vitalidade fetal e 5) Resolução da gestação. A conduta expectante é proscrita na presença de HELLP completa devido ao alto risco de complicações fatais.
A Síndrome HELLP é definida pela tríade: Hemólise (H), Enzimas hepáticas elevadas (EL) e Baixas plaquetas (LP). Laboratorialmente, observa-se LDH > 600 U/L, esquizócitos no sangue periférico, AST/ALT ≥ 70 U/L e plaquetas < 100.000/mm³. No caso apresentado, a paciente apresenta AST 320 e plaquetas 48.000, preenchendo critérios de gravidade (Classe 1 de Mississippi se plaquetas < 50k).
A Síndrome HELLP é uma forma grave de pré-eclâmpsia que indica disfunção multiorgânica. A manutenção da gestação associa-se a riscos elevados de hematoma hepático, ruptura hepática, insuficiência renal aguda, coagulação intravascular disseminada (CIVD) e óbito materno. Portanto, após a estabilização com sulfato de magnésio (prevenção de eclâmpsia) e controle da pressão arterial, a resolução é mandatória.
Sim, o parto vaginal não é contraindicado e pode ser preferível se as condições cervicais forem favoráveis e a estabilidade materna permitir, especialmente em gestações prematuras onde a cesárea impõe maior risco cirúrgico e hemorrágico devido à plaquetopenia. No entanto, a decisão entre indução e cesárea deve ser individualizada, priorizando a rapidez e segurança do binômio.
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