UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
Segundo o “MANUAL DE GESTAÇÃO DE ALTO RISCO 2022”, podemos afirmar que:
Síndrome HELLP → SEMPRE indica término da gravidez, independente da IG.
A Síndrome HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por hemólise, enzimas hepáticas elevadas e plaquetopenia. Seu reconhecimento, independentemente da idade gestacional, é uma indicação absoluta para o término da gravidez devido ao alto risco de morbimortalidade materna e fetal.
A Síndrome HELLP (Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas, Plaquetopenia) é uma complicação grave e potencialmente fatal da pré-eclâmpsia, representando uma forma severa da doença hipertensiva específica da gestação. Sua incidência varia, mas é crucial o reconhecimento precoce devido ao alto risco de morbimortalidade materna e perinatal. O diagnóstico da Síndrome HELLP é laboratorial, baseado nos critérios de hemólise (evidenciada por esquizócitos, bilirrubina indireta elevada e LDH aumentada), elevação das enzimas hepáticas (AST e ALT) e plaquetopenia. Clinicamente, as pacientes podem apresentar dor epigástrica ou no quadrante superior direito, náuseas, vômitos, cefaleia e mal-estar. A conduta definitiva para a Síndrome HELLP é o término da gravidez, independentemente da idade gestacional, uma vez que a patologia subjacente só se resolve com o parto. A estabilização materna, incluindo controle da pressão arterial e prevenção de convulsões com sulfato de magnésio, é prioritária antes do parto. A compreensão e o manejo rápido dessa síndrome são essenciais para a segurança da mãe e do feto.
A Síndrome HELLP é diagnosticada pela presença de hemólise (esquizócitos no esfregaço, bilirrubina indireta >1,2 mg/dL, LDH >600 U/L), enzimas hepáticas elevadas (AST ou ALT >70 U/L) e plaquetopenia (<100.000/mm³).
O término da gravidez é a única medida que interrompe a progressão da Síndrome HELLP, prevenindo complicações maternas graves como CIVD, insuficiência renal aguda, edema pulmonar e hemorragia cerebral, além de melhorar o prognóstico fetal.
Os anti-hipertensivos de primeira linha seguros na gestação incluem metildopa, nifedipino e hidralazina. Beta-bloqueadores como o labetalol também podem ser usados, mas pindolol, metoprolol, carvedilol e propranolol não são as primeiras escolhas ou têm restrições.
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