ENARE/ENAMED — Prova 2023
Em relação à síndrome HELLP, assinale a alternativa INCORRETA.
Síndrome HELLP → via de parto depende da condição materna/fetal, NÃO é sempre cesárea.
A via de parto na síndrome HELLP deve ser individualizada, considerando a idade gestacional, as condições cervicais, a estabilidade materna e fetal. Embora a cesariana seja frequentemente necessária, o parto vaginal pode ser uma opção segura e preferível em casos selecionados, especialmente se o colo estiver favorável e a condição materna permitir.
A síndrome HELLP (Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas, Plaquetopenia) é uma complicação grave da gestação, frequentemente associada à pré-eclâmpsia, mas que pode ocorrer sem hipertensão. Sua incidência varia de 0,5% a 0,9% de todas as gestações, sendo crucial o reconhecimento precoce devido ao alto risco de morbimortalidade materna e perinatal. O diagnóstico é laboratorial, e o manejo envolve a estabilização materna e a interrupção da gestação. O sulfato de magnésio é fundamental para a neuroproteção e prevenção de convulsões. A via de parto deve ser individualizada: embora a cesariana seja comum, o parto vaginal pode ser considerado se as condições cervicais forem favoráveis e a estabilidade materna permitir, especialmente em gestações mais avançadas. A plaquetopenia é uma preocupação, e plaquetas abaixo de 50.000/mm³ contraindicam a anestesia raquidiana. Pacientes com histórico de síndrome HELLP têm maior risco de recorrência em gestações futuras, necessitando de aconselhamento e acompanhamento pré-natal rigoroso. A monitorização intensiva e o manejo multidisciplinar são essenciais para otimizar os desfechos.
A síndrome HELLP é diagnosticada pela tríade de hemólise (H), enzimas hepáticas elevadas (EL) e plaquetopenia (LP), geralmente associada à pré-eclâmpsia, mas podendo ocorrer sem hipertensão.
Sim, o sulfato de magnésio é indicado para prevenção e tratamento de convulsões (eclâmpsia) em pacientes com síndrome HELLP, independentemente dos níveis pressóricos, devido ao risco de neurotoxicidade.
A anestesia raquidiana é contraindicada em pacientes com plaquetas abaixo de 50.000/mm³ devido ao risco aumentado de hematoma epidural ou espinhal, sendo a anestesia geral uma alternativa.
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