SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020
Primigesta, 34ª semana de gestação, com edema, PA=150x100mm/Hg, altura uterina+30cm., apresentação cefálica e BCF=144bpm. Ao toque, índice de Bishop=5. Proteinúria (+), plaquetas=90.000, DHL=620U/I, TGO=75U/l, bilirrubinas totais=1,5mg/dl e presença de esquizócitos no sangue periférico. Considerando esse quadro, o diagnóstico e conduta, são, respectivamente:
Síndrome HELLP (hemólise, enzimas hepáticas elevadas, plaquetas baixas) → interrupção da gestação, preferencialmente por via vaginal se condições obstétricas favoráveis (Bishop ≥ 5).
O quadro de hipertensão, proteinúria, plaquetopenia (<100.000), elevação de DHL e TGO, e presença de esquizócitos é diagnóstico de Síndrome HELLP. A conduta para Síndrome HELLP, especialmente em gestação >34 semanas, é a interrupção da gestação. Com Bishop 5, a indução do parto é uma opção viável.
A Síndrome HELLP (Hemolysis, Elevated Liver enzymes, Low Platelets) é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por hemólise microangiopática, disfunção hepática e trombocitopenia. Sua incidência é de 0,2% a 0,8% de todas as gestações, sendo crucial o reconhecimento precoce devido ao alto risco de morbimortalidade materna e perinatal. O quadro clínico apresentado, com hipertensão, proteinúria, plaquetopenia, elevação de DHL e TGO, e esquizócitos, é clássico da Síndrome HELLP. A fisiopatologia envolve uma disfunção endotelial generalizada, levando à ativação plaquetária, hemólise e lesão hepática. O diagnóstico é laboratorial, complementando a clínica de pré-eclâmpsia grave. A interrupção da gestação é a única medida que resolve a síndrome, sendo a conduta principal. Em gestações com mais de 34 semanas, a interrupção é imediata. A via de parto deve ser individualizada. Se o colo uterino estiver favorável (Índice de Bishop ≥ 5), a indução do parto vaginal é a via preferencial, pois a cesariana em pacientes com plaquetopenia grave aumenta o risco de sangramento e complicações cirúrgicas. A estabilização da paciente, incluindo controle da pressão arterial e profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio, é fundamental antes e durante o parto.
A Síndrome HELLP é diagnosticada pela presença de hemólise (DHL elevado, esquizócitos), enzimas hepáticas elevadas (TGO/TGP) e plaquetopenia (<100.000/mm³).
A conduta principal é a interrupção da gestação, independentemente da via de parto, para resolver a condição e prevenir complicações maternas e fetais.
A indução do parto é preferível se as condições obstétricas forem favoráveis (Índice de Bishop ≥ 5), pois evita os riscos de sangramento associados à cesariana em pacientes com plaquetopenia.
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