Síndrome HELLP: Diagnóstico e Sinais de Alerta na Gestação

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015

Enunciado

Gestante primigesta, 16 anos, com idade gestacional de 33 semanas é admitida na maternidade com o seguinte quadro clínico: BEG, corada, ictérica ++/4+, com náuseas e vômitos, PA 160 x 110 mmHg, edema ++/4+ em membros inferiores, AFU 29 cm, frequência cardíaca fetal 144 bpm e sem contrações. Proteinúria de fita ++, o hemograma revelou 80.000 plaquetas por mm². O quadro clínico é compatível com:

Alternativas

  1. A) Iminência de eclâmpsia.
  2. B) Hellp síndrome.
  3. C) Hepatite viral.
  4. D) Esteatose hepática aguda da gravidez.

Pérola Clínica

HELLP = Hemólise + Enzimas hepáticas elevadas + Plaquetopenia. Suspeitar em gestante com pré-eclâmpsia grave e icterícia.

Resumo-Chave

A Síndrome HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por hemólise (ictérica ++), enzimas hepáticas elevadas (náuseas/vômitos) e plaquetopenia (<100.000/mm³). A hipertensão arterial grave e o edema são achados comuns da pré-eclâmpsia subjacente, indicando um quadro de emergência obstétrica.

Contexto Educacional

A Síndrome HELLP é uma forma grave de pré-eclâmpsia, representando uma emergência obstétrica com alta morbimortalidade materna e perinatal. Sua incidência varia de 0,5% a 0,9% de todas as gestações e de 10% a 20% das gestações complicadas por pré-eclâmpsia grave. O reconhecimento precoce é crucial para o manejo adequado e a melhora do prognóstico. É fundamental que residentes de Ginecologia e Obstetrícia estejam aptos a identificar rapidamente este quadro clínico. A fisiopatologia da Síndrome HELLP envolve disfunção endotelial generalizada, levando a ativação plaquetária, hemólise microangiopática e lesão hepatocelular. Os sinais e sintomas podem ser inespecíficos, como náuseas, vômitos, dor epigástrica ou no quadrante superior direito do abdome, além dos achados de pré-eclâmpsia. O diagnóstico é laboratorial, mas a suspeita clínica é essencial diante de uma gestante com pré-eclâmpsia e piora súbita do quadro ou sintomas atípicos. O tratamento definitivo da Síndrome HELLP é a interrupção da gestação, geralmente após estabilização materna e administração de corticoesteroides para maturação pulmonar fetal, se a idade gestacional permitir. O manejo inclui controle rigoroso da pressão arterial, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e monitoramento intensivo. O prognóstico materno e fetal está diretamente relacionado à precocidade do diagnóstico e à agilidade na conduta terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para a Síndrome HELLP?

Os critérios diagnósticos para a Síndrome HELLP incluem hemólise (esquizócitos no esfregaço, bilirrubina indireta elevada, LDH > 600 U/L), enzimas hepáticas elevadas (AST ou ALT > 2x o limite superior da normalidade) e plaquetopenia (< 100.000/mm³).

Qual a conduta inicial em caso de suspeita de Síndrome HELLP?

A conduta inicial envolve estabilização da paciente, controle da pressão arterial, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e, frequentemente, a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, após estabilização materna.

Como diferenciar Síndrome HELLP de outras causas de icterícia na gravidez?

A Síndrome HELLP se diferencia por sua associação com hipertensão e proteinúria (pré-eclâmpsia), além da tríade de hemólise, enzimas hepáticas elevadas e plaquetopenia. Outras causas como hepatite viral ou esteatose hepática aguda da gravidez podem ter icterícia, mas com perfis laboratoriais e clínicos distintos.

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