Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2024
Gabriela, 31 anos, é diagnosticada com síndrome HELLP no terceiro trimestre. Qual das seguintes afirmações está em concordância com as diretrizes brasileiras para cuidado intensivo em ginecologia obstetrícia para o caso de Gabriela?
Síndrome HELLP = emergência obstétrica → UTI + considerar interrupção da gestação.
A Síndrome HELLP é uma complicação grave da gestação que exige manejo imediato em ambiente de terapia intensiva e, frequentemente, a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, para prevenir morbimortalidade materna e fetal.
A Síndrome HELLP (Hemólise, Elevação de Enzimas Hepáticas e Plaquetopenia) é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, embora possa ocorrer sem hipertensão prévia em alguns casos. É uma condição que ameaça a vida da mãe e do feto, com alta morbimortalidade. Sua epidemiologia varia, mas afeta cerca de 0,5% a 0,9% de todas as gestações e 10% a 20% das gestações complicadas por pré-eclâmpsia grave. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada, levando a microangiopatia, hemólise, ativação plaquetária e disfunção hepática. Os sintomas podem ser inespecíficos, como dor epigástrica ou no quadrante superior direito, náuseas, vômitos e cefaleia, o que pode atrasar o diagnóstico. A suspeita deve ser alta em gestantes com pré-eclâmpsia que desenvolvem esses sintomas ou alterações laboratoriais. O manejo da Síndrome HELLP é uma emergência obstétrica. A paciente deve ser internada em uma unidade de terapia intensiva para monitorização rigorosa e suporte. O tratamento definitivo é a interrupção da gestação, que deve ser considerada imediatamente após a estabilização materna, independentemente da idade gestacional. Corticosteroides podem ser usados para maturação pulmonar fetal se o tempo permitir e o quadro materno estiver sob controle.
Os critérios incluem hemólise (esquizócitos, bilirrubina indireta > 1,2 mg/dL, LDH > 600 U/L), enzimas hepáticas elevadas (AST/ALT > 2x o limite superior da normalidade) e plaquetopenia (< 100.000/mm³).
O tratamento definitivo é a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional. Antes do parto, pode-se considerar corticoesteroides para maturação pulmonar fetal se a idade gestacional permitir e o quadro materno estiver estável.
As complicações incluem coagulação intravascular disseminada (CIVD), insuficiência renal aguda, edema pulmonar, acidente vascular cerebral, descolamento prematuro de placenta, ruptura hepática e morte materna.
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