HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2023
Para realização de cesariana em pacientes com síndrome HELLP, a anestesia de escolha é a:
Síndrome HELLP + Cesariana → Anestesia geral é a escolha devido ao risco de coagulopatia.
Em pacientes com Síndrome HELLP, a anestesia geral é a escolha para cesariana devido ao risco de trombocitopenia e coagulopatia, que contraindicam o bloqueio neuroaxial (raquidiana/peridural).
A Síndrome HELLP (Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas e Plaquetopenia) é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, representando uma emergência obstétrica que exige manejo rápido e multidisciplinar. Caracteriza-se por disfunção endotelial generalizada, levando a alterações hematológicas e hepáticas que podem comprometer seriamente a saúde materna e fetal. A decisão de realizar o parto é frequentemente tomada para estabilizar a condição materna e melhorar o prognóstico fetal. A escolha da técnica anestésica para cesariana em pacientes com Síndrome HELLP é um ponto crítico devido aos riscos inerentes à doença. A trombocitopenia, que é um componente diagnóstico da síndrome, e a disfunção plaquetária, juntamente com outras possíveis coagulopatias, elevam o risco de sangramento. Por essa razão, a anestesia neuroaxial (raquidiana ou peridural), que envolve a punção do espaço epidural ou subaracnoideo, é geralmente contraindicada devido ao alto risco de formação de hematoma epidural ou espinhal, com potenciais sequelas neurológicas permanentes. Portanto, a anestesia geral é a técnica de escolha para a cesariana em pacientes com Síndrome HELLP. Embora a anestesia geral também apresente seus próprios riscos, como intubação difícil e aspiração pulmonar, ela evita as complicações relacionadas à coagulopatia no neuroeixo. É fundamental uma avaliação pré-anestésica rigorosa, otimização da condição materna (incluindo estabilização da pressão arterial e, se possível, correção da coagulopatia) e a presença de uma equipe experiente para garantir a segurança da mãe e do bebê.
A Síndrome HELLP frequentemente cursa com trombocitopenia (plaquetas < 100.000/mm³) e disfunção plaquetária, além de outras coagulopatias. A anestesia neuroaxial (raquidiana ou peridural) nesses casos aumenta significativamente o risco de hematoma epidural ou espinhal, uma complicação neurológica grave.
Para a mãe, os riscos incluem coagulopatia, hemorragia, ruptura hepática, insuficiência renal e acidente vascular cerebral. Para o feto, há risco de prematuridade, restrição de crescimento intrauterino e sofrimento fetal devido à insuficiência placentária.
Em casos selecionados, se a contagem de plaquetas estiver acima de 75.000-100.000/mm³ e não houver outras evidências de coagulopatia, e após avaliação individualizada e correção de possíveis distúrbios, a anestesia neuroaxial pode ser considerada, mas a anestesia geral ainda é a opção mais segura para a maioria.
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