ENARE/ENAMED — Prova 2025
A pré-eclâmpsia complicada com síndrome HELLP é caracterizada por:
Síndrome HELLP = Hemólise (H), Enzimas Hepáticas Elevadas (EL), Plaquetas Baixas (LP).
A Síndrome HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por uma tríade laboratorial: Hemólise (evidenciada por esquizócitos, bilirrubina indireta elevada, LDH elevada), Enzimas Hepáticas Elevadas (AST e ALT > 2x o limite superior da normalidade) e Baixa Contagem de Plaquetas (< 100.000/mm³).
A Síndrome HELLP é uma complicação grave e potencialmente fatal da pré-eclâmpsia, que ocorre em aproximadamente 0,5% a 0,9% de todas as gestações e em 10% a 20% das pacientes com pré-eclâmpsia grave. O acrônimo HELLP representa Hemolysis (hemólise), Elevated Liver enzymes (enzimas hepáticas elevadas) e Low Platelet count (baixa contagem de plaquetas). Sua fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada, ativação plaquetária e microangiopatia, resultando em lesão de múltiplos órgãos. O diagnóstico da Síndrome HELLP é laboratorial e clínico. Os critérios laboratoriais incluem: hemólise (esquizócitos no esfregaço sanguíneo, bilirrubina indireta > 1,2 mg/dL, LDH > 600 U/L), enzimas hepáticas elevadas (AST ou ALT > 70 U/L ou duas vezes o limite superior da normalidade) e trombocitopenia (contagem de plaquetas < 100.000/mm³). Clinicamente, as pacientes podem apresentar dor epigástrica ou no quadrante superior direito, náuseas, vômitos e cefaleia, além dos sinais de pré-eclâmpsia como hipertensão e proteinúria. O manejo da Síndrome HELLP é uma emergência obstétrica. O tratamento definitivo é o parto, independentemente da idade gestacional, após a estabilização materna. Medidas de suporte incluem controle rigoroso da pressão arterial, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e, em alguns casos, transfusão de plaquetas. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são cruciais para reduzir a morbimortalidade materna e perinatal associada a esta condição.
Os sintomas podem ser inespecíficos, mas incluem dor epigástrica ou no quadrante superior direito (devido à distensão da cápsula hepática), náuseas, vômitos, cefaleia e mal-estar geral. A hipertensão e proteinúria da pré-eclâmpsia também estão presentes.
O tratamento definitivo para a Síndrome HELLP é o parto, independentemente da idade gestacional, uma vez que a condição materna pode deteriorar-se rapidamente. A estabilização materna, incluindo controle da pressão arterial e prevenção de convulsões, é crucial antes do parto.
A Síndrome HELLP é uma forma mais grave de pré-eclâmpsia que se distingue pelos achados laboratoriais específicos de hemólise, enzimas hepáticas elevadas e trombocitopenia. A pré-eclâmpsia grave pode ter hipertensão e proteinúria acentuadas, mas não necessariamente a tríade laboratorial da HELLP.
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