SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2020
Uma gestante com 35 semanas de idade gestacional dá entrada no pronto atendimento obstétrico com queixa de cefaleia intensa e ""visão embaçada"". Notou ainda que vem urinando pouco ao longo dos últimos dois dias. Ao exame, não há dinâmica uterina, BCF = 90 bpm, e o colo é grosso, pérvio para uma polpa digital ao toque vaginal. Apresenta PA = 160 mmHg x 110 mmHg em duas aferições, frequência cardíaca = 102 bpm, frequência respiratória = 20 ipm e SatO₂ = 97% em ar ambiente. Amostra isolada de urina com 3+ de proteinúria. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir. Caso os exames complementares evidenciassem esquizócitos, LDH > 600 UI/L, AST > 70 UI/L e plaquetas < 160.000/mm³, estaria confirmada a síndrome de HELLP.
HELLP = Hemólise (esquizócitos, LDH↑) + Enzimas hepáticas elevadas (AST/ALT↑) + Plaquetopenia (<100.000/mm³).
A Síndrome HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por hemólise, enzimas hepáticas elevadas e plaquetopenia. O critério para plaquetopenia é plaquetas < 100.000/mm³, e não < 160.000/mm³, o que invalida a afirmação da questão.
A Síndrome HELLP é uma complicação obstétrica grave, muitas vezes associada à pré-eclâmpsia grave, que pode levar a morbimortalidade materna e perinatal significativa. O acrônimo HELLP representa Hemólise (H), Enzimas hepáticas elevadas (EL) e Plaquetopenia (LP). Sua incidência é de aproximadamente 0,5% a 0,9% de todas as gestações e 10% a 20% das gestações com pré-eclâmpsia grave. O diagnóstico da Síndrome HELLP é laboratorial, baseado em critérios específicos. Para a hemólise, busca-se a presença de esquizócitos no esfregaço de sangue periférico, LDH > 600 UI/L e/ou bilirrubina indireta > 1,2 mg/dL. Para enzimas hepáticas elevadas, AST e/ou ALT devem estar > 70 UI/L. O ponto crucial para a plaquetopenia é a contagem de plaquetas < 100.000/mm³. A questão falha ao indicar plaquetas < 160.000/mm³, que não é o limiar diagnóstico para HELLP. O manejo da Síndrome HELLP é complexo e exige estabilização da paciente e, frequentemente, a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, uma vez que a condição pode progredir rapidamente. O tratamento inclui controle da pressão arterial, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e monitorização rigorosa dos parâmetros laboratoriais e clínicos. O prognóstico materno e fetal está diretamente relacionado à rapidez do diagnóstico e da intervenção.
A Síndrome HELLP é caracterizada por Hemólise (H), Enzimas hepáticas elevadas (EL) e Plaquetopenia (LP). Esses três componentes devem estar presentes para o diagnóstico completo.
Para o diagnóstico de Síndrome HELLP, o valor de plaquetas deve ser inferior a 100.000/mm³. Valores entre 100.000 e 150.000/mm³ são considerados trombocitopenia, mas não confirmam HELLP.
A hemólise na Síndrome HELLP é confirmada pela presença de esquizócitos no esfregaço de sangue periférico, bilirrubina indireta elevada (>1,2 mg/dL) e lactato desidrogenase (LDH) elevada (>600 UI/L ou >2x o limite superior da normalidade).
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