Síndrome HELLP: Manifestações Clínicas e Diagnóstico Laboratorial

IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

Na síndrome HELLP, quais são as manifestações clínicas e laboratoriais típicas, e como cada uma contribui para o diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Hiperbilirrubinemia, elevação da creatinina e leucocitose; indicam insuficiência hepática.
  2. B) Hemólise, elevação de enzimas hepáticas e plaquetopenia; cada um dos componentes reflete uma das letras do acrônimo.
  3. C) Hipoglicemia, elevação da proteína C reativa e leucocitose; representam inflamação e infecção.
  4. D) Hematúria, elevação do cálcio sérico e plaquetas elevadas; indicam alteração na coagulação.

Pérola Clínica

Síndrome HELLP = Hemólise (H), Enzimas Hepáticas Elevadas (EL), Plaquetopenia (LP).

Resumo-Chave

A síndrome HELLP é uma complicação grave da gestação, muitas vezes associada à pré-eclâmpsia, caracterizada por hemólise (evidenciada por esquizócitos, LDH e bilirrubina indireta elevados), elevação das enzimas hepáticas (AST e ALT) e plaquetopenia. Cada componente reflete uma parte da fisiopatologia e é crucial para o diagnóstico.

Contexto Educacional

A síndrome HELLP é uma complicação obstétrica grave, muitas vezes associada à pré-eclâmpsia, que pode levar a alta morbimortalidade materna e perinatal. O acrônimo HELLP descreve seus três componentes laboratoriais essenciais: Hemólise (H), Elevação das Enzimas Hepáticas (EL) e Plaquetopenia (LP). O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para o prognóstico. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada, ativação plaquetária e vasoespasmo, resultando em lesão microvascular. A hemólise microangiopática é evidenciada pela presença de esquizócitos no esfregaço de sangue periférico, aumento da bilirrubina indireta e da desidrogenase láctica (LDH). A elevação das enzimas hepáticas (AST e ALT) reflete a necrose hepatocelular e o dano hepático, enquanto a plaquetopenia é resultado do consumo e destruição plaquetária. O diagnóstico é laboratorial, mas a suspeita clínica é fundamental em gestantes com queixas inespecíficas como dor epigástrica ou em quadrante superior direito, náuseas, vômitos e mal-estar. O tratamento definitivo é a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, após estabilização materna e, se possível, administração de corticoide para maturação pulmonar fetal. O manejo de suporte inclui controle da pressão arterial, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e monitorização rigorosa.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios laboratoriais para o diagnóstico da síndrome HELLP?

Os critérios laboratoriais incluem hemólise (esquizócitos no esfregaço, bilirrubina indireta >1,2 mg/dL, LDH >600 UI/L), elevação das enzimas hepáticas (AST ou ALT >2x o limite superior da normalidade) e plaquetopenia (contagem de plaquetas <100.000/mm³).

Como a hemólise se manifesta na síndrome HELLP?

A hemólise na síndrome HELLP é microangiopática, causada por danos aos eritrócitos ao passarem por vasos sanguíneos estreitados e danificados. Isso resulta em anemia, aumento da bilirrubina indireta e LDH, e presença de esquizócitos no esfregaço de sangue periférico.

Qual a relação entre a síndrome HELLP e a pré-eclâmpsia?

A síndrome HELLP é considerada uma forma grave de pré-eclâmpsia, embora possa ocorrer sem hipertensão ou proteinúria prévias. Cerca de 10-20% das pacientes com pré-eclâmpsia grave desenvolvem HELLP, e a fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e ativação plaquetária.

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