PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2025
Uma paciente com IG de 32 semanas e diagnóstico prévio de pré-eclâmpsia grave é encaminhada para parto cesariano. A indicação de interrupção pré-termo da gestação ocorreu após a instalação de síndrome HELLP completa. Além de plaquetopenia e aumento das enzimas hepáticas, o médico observou a presença de sinais laboratoriais de hemólise. Qual das seguintes alterações reforçam a presença deste último parâmetro?
Síndrome HELLP: hemólise evidenciada por ↑LDH, ↑bilirrubina indireta, esquizócitos.
A síndrome HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por hemólise, enzimas hepáticas elevadas e plaquetopenia. A hemólise é um processo microangiopático, onde os eritrócitos são danificados ao passar por vasos sanguíneos estreitados e com depósitos de fibrina, resultando em elevação de LDH e bilirrubina indireta.
A Síndrome HELLP (Hemolysis, Elevated Liver enzymes, Low Platelets) é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, que ocorre em 0,5% a 0,9% de todas as gestações e em 10% a 20% das pacientes com pré-eclâmpsia grave. É uma condição de alto risco materno e fetal, exigindo reconhecimento e manejo rápidos. A fisiopatologia envolve uma disfunção endotelial generalizada, levando à ativação plaquetária, vasoespasmo e lesão microvascular. A hemólise é de natureza microangiopática, onde os eritrócitos são fragmentados ao passar por capilares danificados e com depósitos de fibrina. Os marcadores laboratoriais de hemólise incluem elevação da lactato desidrogenase (LDH), aumento da bilirrubina indireta e presença de esquizócitos no esfregaço de sangue periférico. O diagnóstico da Síndrome HELLP é laboratorial, e a interrupção da gestação é o tratamento definitivo, independentemente da idade gestacional, uma vez que a condição pode progredir rapidamente para complicações como coagulação intravascular disseminada, insuficiência renal aguda e ruptura hepática. O manejo de suporte inclui controle da pressão arterial, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e transfusão de plaquetas se necessário.
A Síndrome HELLP é diagnosticada pela presença de hemólise (LDH > 600 U/L, bilirrubina indireta > 1,2 mg/dL, esquizócitos), enzimas hepáticas elevadas (TGO/TGP > 2x o limite superior) e plaquetopenia (< 100.000/mm³).
O LDH (lactato desidrogenase) é liberado pelos eritrócitos destruídos durante a hemólise microangiopática. A bilirrubina indireta aumenta devido ao metabolismo da hemoglobina liberada pelos eritrócitos hemolisados.
O diagnóstico precoce é crucial devido ao alto risco de complicações maternas (ruptura hepática, CIVD, AVC) e fetais (restrição de crescimento, prematuridade, óbito), sendo a interrupção da gestação o tratamento definitivo.
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