Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 28 anos, com 34 semanas de gestação, apresenta trombocitopenia, hemólise e elevação das enzimas hepáticas. Qual é o diagnóstico mais provável?
Síndrome HELLP = Hemólise + Enzimas hepáticas elevadas + Plaquetopenia na gestação.
A Síndrome HELLP é uma complicação grave da gestação, frequentemente associada à pré-eclâmpsia severa, caracterizada por disfunção microvascular e hepática. O diagnóstico precoce é crucial para o manejo e desfecho materno-fetal, exigindo a tríade laboratorial específica.
A Síndrome HELLP (Hemolysis, Elevated Liver enzymes, Low Platelets) é uma complicação grave da gestação, considerada uma variante da pré-eclâmpsia severa, embora possa ocorrer sem hipertensão ou proteinúria prévias. Sua incidência varia de 0,5% a 0,9% de todas as gestações, sendo mais comum em multíparas e em gestações tardias. É crucial para residentes reconhecerem essa condição devido ao alto risco de morbimortalidade materna e perinatal. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada, levando à ativação plaquetária, hemólise microangiopática e disfunção hepática. A suspeita deve surgir em gestantes com sintomas inespecíficos como dor epigástrica, dor no quadrante superior direito, náuseas, vômitos ou mal-estar, especialmente se houver sinais de pré-eclâmpsia. O diagnóstico é laboratorial, exigindo a tríade de hemólise, elevação de enzimas hepáticas e plaquetopenia. O tratamento definitivo da Síndrome HELLP é a interrupção da gestação, geralmente por parto, após estabilização materna. O manejo inclui controle da pressão arterial, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e, em alguns casos, uso de corticosteroides para acelerar a maturação pulmonar fetal se a idade gestacional permitir. O prognóstico materno e fetal melhora significativamente com o diagnóstico e manejo precoces.
A Síndrome HELLP é diagnosticada pela presença de hemólise (esquizócitos, bilirrubina indireta >1,2 mg/dL, LDH >600 U/L), enzimas hepáticas elevadas (AST/ALT >70 U/L) e plaquetopenia (<100.000/mm³).
A conduta inicial envolve estabilização da paciente, controle da pressão arterial, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e, frequentemente, a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional.
A diferenciação se dá pelos critérios laboratoriais específicos de hemólise e plaquetopenia, que não estão presentes em outras condições como colestase intra-hepática da gravidez ou esteatose hepática aguda da gravidez, embora estas também possam cursar com elevação de enzimas hepáticas.
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