Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2023
No Brasil, a primeira causa de morte materna se deve à hipertensão e à doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG), nas suas diversas formas, é responsável pela maior parte desses casos. Assinale a alternativa correta em relação a esse quadro.
Síndrome HELLP: interrupção gestação na viabilidade fetal + sulfato de magnésio para neuroproteção (<32s) e profilaxia convulsões.
A síndrome HELLP é uma forma grave de pré-eclâmpsia que exige a interrupção da gestação para resolução do quadro. O sulfato de magnésio é crucial tanto para neuroproteção fetal em prematuros (abaixo de 32 semanas) quanto para prevenir e tratar convulsões na mãe.
A doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG) é a principal causa de morte materna no Brasil, sendo a pré-eclâmpsia e suas formas graves, como a Síndrome HELLP, responsáveis pela maioria dos casos. É crucial que o residente saiba identificar e manejar essas condições para garantir a segurança materno-fetal. A Síndrome HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por hemólise, enzimas hepáticas elevadas e plaquetopenia. A suspeita deve surgir em gestantes com pré-eclâmpsia que apresentam sintomas como dor epigástrica, náuseas, vômitos, cefaleia e mal-estar. O diagnóstico laboratorial é fundamental para confirmar a condição. O tratamento da Síndrome HELLP envolve a estabilização da gestante, controle da pressão arterial, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e, em gestações pré-termo, a administração de corticoides para maturação pulmonar fetal e neuroproteção. A interrupção da gestação é a única medida curativa e deve ser realizada após a estabilização materna, considerando a idade gestacional e as condições fetais.
A Síndrome HELLP é caracterizada por hemólise (LDH elevada, esquizócitos), enzimas hepáticas elevadas (AST/ALT > 2x o limite superior da normalidade) e plaquetopenia (<100.000/mm³).
O sulfato de magnésio é utilizado para prevenir e tratar convulsões (eclâmpsia) na gestante e, em gestações pré-termo (<32-34 semanas), para neuroproteção fetal, reduzindo o risco de paralisia cerebral.
A conduta definitiva é a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, após estabilização materna e, se possível, maturação pulmonar fetal com corticoides.
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