Síndrome HELLP: Diagnóstico, Sinais e Manejo na Gestação

SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025

Enunciado

Definir PA elevada durante a gestação pode não ser tão fácil, pois os valores alteram-se com o ritmo circadiano e com o avanço da gestação, mas se considera alterada a PA, sustentada, igual ou superior a 140 mmHg de sistólica e igual ou superior a 90 mmHg de diastólica. A elevação de PA durante a gestação pode ser classificada de diferentes formas. Assinale a alternativa que descreve Síndrome HELLP:

Alternativas

  1. A) Crises convulsivas associadas à pré-eclâmpsia
  2. B) Hipertensão identificada após 20 semanas de gestação, associada à proteinúria
  3. C) Hipertensão identificada após 20 semanas de gestação, sem evidência de proteinúria
  4. D) Elevação da PA anterior à gestação ou PA associada à IG de até 20 semanas e presente 12 semanas após o parto
  5. E) Síndrome caracterizada por hemólise, enzimas hepáticas elevadas e plaquetopenia

Pérola Clínica

Síndrome HELLP = Hemólise + Enzimas hepáticas elevadas + Plaquetopenia na gestação.

Resumo-Chave

A Síndrome HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por uma tríade laboratorial específica: Hemólise (evidenciada por esquizócitos, bilirrubina indireta elevada, LDH elevada), Enzimas hepáticas elevadas (AST, ALT) e Plaquetopenia (contagem de plaquetas < 100.000/mm³). É uma emergência obstétrica que exige reconhecimento e manejo rápidos.

Contexto Educacional

A Síndrome HELLP (Hemólise, Enzimas Hepáticas Elevadas e Plaquetopenia) é uma forma grave e potencialmente fatal de pré-eclâmpsia, embora possa ocorrer em mulheres sem hipertensão ou proteinúria evidentes. É uma emergência obstétrica que afeta aproximadamente 0,5% a 0,9% de todas as gestações e até 10-20% das mulheres com pré-eclâmpsia grave. O reconhecimento precoce é vital para reduzir a morbimortalidade materna e perinatal. A fisiopatologia da Síndrome HELLP não é completamente compreendida, mas acredita-se que envolva uma disfunção endotelial generalizada, levando a vasoespasmo, ativação plaquetária e microangiopatia. A hemólise ocorre devido à passagem dos eritrócitos por vasos sanguíneos danificados com depósitos de fibrina. A disfunção hepática resulta de isquemia periportal e necrose hepatocelular, enquanto a plaquetopenia é causada pelo consumo e destruição plaquetária. O diagnóstico é laboratorial, baseado na tríade de hemólise, elevação das enzimas hepáticas e plaquetopenia. O tratamento definitivo da Síndrome HELLP é a interrupção da gestação, geralmente por parto, após a estabilização da mãe. Medidas de suporte incluem o controle da pressão arterial, administração de sulfato de magnésio para prevenção de convulsões e, em alguns casos, transfusão de hemoderivados. O prognóstico materno e fetal é grave, com taxas de mortalidade materna variando de 1% a 24% e mortalidade perinatal de 7% a 34%. A monitorização intensiva e a equipe multidisciplinar são essenciais para otimizar os resultados.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos laboratoriais da Síndrome HELLP?

Os critérios incluem hemólise (esquizócitos no esfregaço, bilirrubina indireta >1,2 mg/dL, LDH >600 U/L), enzimas hepáticas elevadas (AST ou ALT >70 U/L) e plaquetopenia (contagem de plaquetas <100.000/mm³).

Quais são os sintomas clínicos que podem sugerir Síndrome HELLP?

Os sintomas podem ser inespecíficos e incluem dor epigástrica ou no quadrante superior direito (devido à distensão da cápsula hepática), náuseas, vômitos, cefaleia, mal-estar geral e, em casos graves, icterícia ou sangramentos. A hipertensão e proteinúria podem estar presentes, mas não são obrigatórias para o diagnóstico de HELLP.

Qual é a conduta principal no manejo da Síndrome HELLP?

A conduta principal é a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, após estabilização materna. Outras medidas incluem o controle da pressão arterial, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e transfusão de plaquetas se houver sangramento ativo ou antes de procedimentos invasivos.

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