Síndrome HELLP: Diagnóstico e Manejo na Gestação Pré-Termo

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015

Enunciado

Gestante de 30 anos, primigesta com gestação tópica, única, evoluindo com níveis pressóricos elevados desde a 28ª sem. de gestação, fazendo uso de metildopa 2,0 g/dia, deu entrada no serviço de pronto atendimento com 32 semanas de gestação, edema ausente, PA 140 x 90 mmHg, apresentando dor em barra em terço superior do abdome, ictericia ++/4+ e cefaleia. Laboratório com enzimas hepáticas alteradas e plaquetopenia (90.000), proteinúria de 24h de 750 mg/dl. O diagnóstico e conduta melhor para este caso é:

Alternativas

  1. A) Corticoide para acelerar maturidade pulmonar fetal e resolução da gestação.
  2. B) Vitalidade fetal e corticoide para melhor quadro clínico materno.
  3. C) Aguardar até a 34ª sem. para tomar conduta ativa.
  4. D) Transfusão de plaquetas e hidratação materna.
  5. E) O diagnóstico mais provável é hepatite, encaminhar ao infectologistas.

Pérola Clínica

HELLP: Plaquetopenia (<100k), ↑ enzimas hepáticas, hemólise. Conduta: Corticoide para maturidade fetal e resolução da gestação.

Resumo-Chave

A paciente apresenta sinais clássicos de Síndrome HELLP (Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas, Plaquetopenia), uma complicação grave da pré-eclâmpsia. A conduta primordial é a resolução da gestação, mas antes, a administração de corticoides para acelerar a maturidade pulmonar fetal é crucial, especialmente em gestações pré-termo.

Contexto Educacional

A Síndrome HELLP é uma forma grave de pré-eclâmpsia, caracterizada por hemólise, elevação de enzimas hepáticas e plaquetopenia. É uma condição de alto risco materno-fetal, com incidência de 0,5% a 0,9% de todas as gestações e até 10-20% das pacientes com pré-eclâmpsia grave. O reconhecimento precoce dos sintomas, como dor em barra no abdome superior, cefaleia e icterícia, associados a alterações laboratoriais, é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e ativação plaquetária, levando a microangiopatia trombótica e lesão hepática. O diagnóstico é laboratorial, mas a suspeita clínica é fundamental. A conduta principal é a estabilização materna e a resolução da gestação, independentemente da idade gestacional, uma vez que a condição tende a piorar com a manutenção da gravidez. Em gestações pré-termo, a corticoterapia para maturidade pulmonar fetal é prioritária, se o tempo permitir. O prognóstico materno e fetal está diretamente relacionado à rapidez do diagnóstico e da intervenção. A monitorização intensiva da mãe e do feto é essencial. A resolução da gestação pode ser por via vaginal ou cesariana, dependendo das condições obstétricas e da gravidade do quadro. A transfusão de plaquetas pode ser considerada em casos de plaquetopenia grave antes de procedimentos invasivos ou parto.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para a Síndrome HELLP?

A Síndrome HELLP é diagnosticada pela presença de hemólise (esquizócitos no esfregaço, bilirrubina indireta elevada, LDH > 600 UI/L), enzimas hepáticas elevadas (AST ou ALT > 70 UI/L) e plaquetopenia (< 100.000/mm³).

Por que a corticoterapia é indicada na Síndrome HELLP antes da resolução da gestação?

A corticoterapia (geralmente betametasona ou dexametasona) é indicada para acelerar a maturidade pulmonar fetal, reduzindo o risco de complicações respiratórias no recém-nascido pré-termo, antes da resolução da gestação, que é a conduta definitiva.

Quais são as principais complicações maternas da Síndrome HELLP?

As principais complicações maternas incluem coagulopatia, insuficiência renal aguda, edema pulmonar, descolamento prematuro de placenta, hemorragia hepática e ruptura hepática, além de AVC.

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