IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020
Paciente de 40 anos, sexo feminino, comparece ao pronto atendimento queixando-se de fraqueza nas pernas. Relata que ontem, ao subir escadas, notou que seu pé direito estava “caído”. Mais tarde percebeu que o pé esquerdo também estava fraco. Hoje, pela manhã, não conseguiu se levantar, pois não conseguia fletir o quadril. Nega febre, dor ou trauma recente. Relata que apresentou quadro de diarreia há 2 semanas. Exame de sensibilidade de membros inferiores sem alterações. Exame de força motora e reflexos osteotendíneos descrito abaixo: Força motora de membros inferiores pela escala MRC (MID/MIE); Flexão do quadril 1/1; Extensão do joelho 0/0; Flexão e extensão plantar 0/0; Reflexos osteotendíneos de membros inferiores (MID/MIE): Patelar Ausente/Ausente; Aquileu Ausente/Ausente; Reflexo cutâneo plantar: Ausente/Ausente. Diante do quadro clínico exposto acima, assinale o diagnóstico mais provável:
SGB: fraqueza ascendente, arreflexia, sem alteração sensitiva, após infecção prévia (diarreia) → emergência neurológica.
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante aguda, caracterizada por fraqueza muscular progressiva e ascendente, arreflexia e, frequentemente, uma infecção prévia (respiratória ou gastrointestinal), como a diarreia relatada.
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória aguda, considerada uma emergência neurológica devido ao risco de insuficiência respiratória. É a causa mais comum de paralisia flácida aguda em adultos e é caracterizada por uma resposta autoimune desencadeada, na maioria dos casos, por uma infecção prévia, como a diarreia por Campylobacter jejuni. O quadro clínico clássico da SGB envolve fraqueza muscular progressiva, geralmente ascendente e simétrica, que pode levar à paralisia completa. A arreflexia ou hiporreflexia é um achado cardinal. A sensibilidade pode estar preservada ou apresentar alterações leves, e a dor neuropática é comum. A disfunção autonômica (flutuações da pressão arterial, arritmias) também pode ocorrer e é uma causa importante de morbidade. O diagnóstico é clínico, suportado por achados no líquor (dissociação albumino-citológica, ou seja, aumento de proteínas sem pleocitose) e eletroneuromiografia. O tratamento consiste em imunoglobulina intravenosa (IVIg) ou plasmaférese, que devem ser iniciados precocemente para reduzir a gravidade e acelerar a recuperação. O acompanhamento em unidade de terapia intensiva é frequentemente necessário devido ao risco de comprometimento respiratório.
Os critérios incluem fraqueza muscular progressiva (geralmente ascendente e simétrica), arreflexia ou hiporreflexia, e ausência de outras causas para a fraqueza. A história de infecção prévia é comum.
A SGB é frequentemente precedida por uma infecção (respiratória ou gastrointestinal), sendo Campylobacter jejuni o agente mais comum associado à forma axonal. A infecção desencadeia uma resposta autoimune contra os nervos periféricos.
O exame neurológico tipicamente revela fraqueza motora progressiva, que pode ser ascendente, e arreflexia ou hiporreflexia. A sensibilidade pode estar preservada ou ter alterações leves, e pode haver disfunção autonômica.
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