Síndrome de Guillain-Barré: Diagnóstico e Tratamento

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2017

Enunciado

Paciente de 74 anos, sexo feminino, sem antecedentes mórbidos, com quadro de febre baixa, dores articulares e manchas vermelhas pruriginosas pelo corpo há 6 dias, foi internada com sonolência e queda do estado geral. Na enfermaria, foi hidratada. O sumário de urina evidenciou bacteriúria, sendo iniciado quinolona com melhora clínica. No oitavo dia de internação, evoluiu com confusão mental, dificuldade para sentar e andar e formigamento nas pernas e no tronco. Realizou CT crânio que mostrou microangiopatia difusa e liquor com 3 células, glicorraquia 56 mg% e proteinorraquia de 100 mg%. A paciente foi encaminhada à UTI para tratamento adequado. Ao exame físico: Glasgow 13 (ao 3 rv 4 rm 6) pupilas iso/foto, paralisia flácida arreflexa de membros inferiores, função esficteriana preservada, RCR em 2T, FC 126 bpm, PA 160/100 mmHg, MV + sem RA SAT 97% em ar ambiente, abdome flácido , RHA + e extremidades com panturrilhas sem empastamento. Considerando o quadro descrito, em relação ao manejo dessa paciente, é CORRETO afirmar: 

Alternativas

  1. A) A manutenção da quinolona para foco urinário previne delírio de causa infecciosa.
  2. B) A plasmaférese para melhora clínica precisa de uma média de 3 a 6 sessões.
  3. C) A pulsoterapia com metilprednisolona na dosagem de 1.000 mg/dia por três dias muda a mortalidade.
  4. D) A utilização de nitroprussiato de sódio para manter PAM < 80 mmHg está bem indicada, diminuindo o risco de transformação hemorrágica.

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