HFCF - Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ) — Prova 2015
Qual o achado do liquido cefalorraquidiano LCR na síndrome de Guillain Barré?
SGB LCR → Dissociação albumino-citológica: ↑ Proteína com celularidade normal/baixa.
A síndrome de Guillain-Barré é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante aguda. O achado clássico no LCR é a dissociação albumino-citológica, caracterizada por um aumento significativo da concentração de proteínas com uma contagem de células normal ou discretamente elevada (geralmente < 10 células/mm³), refletindo a inflamação e desmielinização das raízes nervosas sem uma resposta inflamatória celular intensa no espaço subaracnoideo.
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polirradiculoneuropatia inflamatória aguda desmielinizante, autoimune, que afeta o sistema nervoso periférico, levando a fraqueza muscular progressiva e arreflexia. É a causa mais comum de paralisia flácida aguda em países desenvolvidos, com incidência de 1-2 casos por 100.000 habitantes por ano. A identificação precoce é crucial para o manejo adequado e prevenção de complicações graves, como a insuficiência respiratória. O diagnóstico da SGB é primariamente clínico, baseado na fraqueza progressiva e arreflexia. No entanto, o exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) é um pilar importante para a confirmação diagnóstica. O achado mais característico é a dissociação albumino-citológica, que consiste em um aumento da concentração de proteínas no LCR (proteinorraquia) com uma contagem de células normal ou minimamente elevada (geralmente menos de 10 células/mm³). Este padrão reflete a quebra da barreira hematoencefálica nas raízes nervosas e a liberação de proteínas, sem uma resposta inflamatória celular significativa no espaço subaracnoideo. O tratamento da SGB visa reduzir a gravidade e acelerar a recuperação, sendo as principais modalidades a imunoglobulina intravenosa (IVIg) e a plasmaférese. Ambas são eficazes se iniciadas precocemente, idealmente nas primeiras duas semanas do início dos sintomas. O prognóstico varia, com a maioria dos pacientes se recuperando completamente, mas alguns podem apresentar sequelas neurológicas residuais. A monitorização respiratória e cardíaca é essencial devido ao risco de disautonomia e insuficiência respiratória.
O achado clássico é a dissociação albumino-citológica, caracterizada por aumento da proteína no LCR com celularidade normal ou muito discreta (geralmente < 10 células/mm³).
A elevação proteica reflete a inflamação e desmielinização das raízes nervosas, enquanto a baixa celularidade indica que não há uma resposta inflamatória celular significativa no espaço subaracnoideo.
A dissociação albumino-citológica pode não estar presente nos primeiros dias de doença, tornando-se mais evidente após a primeira semana do início dos sintomas.
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