Síndrome de Guillain-Barré: Achados do LCR e Diagnóstico

HFCF - Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Qual o achado do liquido cefalorraquidiano LCR na síndrome de Guillain Barré?

Alternativas

  1. A) Alta celularidade com proteína diminuída.
  2. B) Baixa celularidade com proteína elevada.
  3. C) Alta celularidade com glicose elevada.
  4. D) Baixa celularidade com glicose elevada.

Pérola Clínica

SGB LCR → Dissociação albumino-citológica: ↑ Proteína com celularidade normal/baixa.

Resumo-Chave

A síndrome de Guillain-Barré é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante aguda. O achado clássico no LCR é a dissociação albumino-citológica, caracterizada por um aumento significativo da concentração de proteínas com uma contagem de células normal ou discretamente elevada (geralmente < 10 células/mm³), refletindo a inflamação e desmielinização das raízes nervosas sem uma resposta inflamatória celular intensa no espaço subaracnoideo.

Contexto Educacional

A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polirradiculoneuropatia inflamatória aguda desmielinizante, autoimune, que afeta o sistema nervoso periférico, levando a fraqueza muscular progressiva e arreflexia. É a causa mais comum de paralisia flácida aguda em países desenvolvidos, com incidência de 1-2 casos por 100.000 habitantes por ano. A identificação precoce é crucial para o manejo adequado e prevenção de complicações graves, como a insuficiência respiratória. O diagnóstico da SGB é primariamente clínico, baseado na fraqueza progressiva e arreflexia. No entanto, o exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) é um pilar importante para a confirmação diagnóstica. O achado mais característico é a dissociação albumino-citológica, que consiste em um aumento da concentração de proteínas no LCR (proteinorraquia) com uma contagem de células normal ou minimamente elevada (geralmente menos de 10 células/mm³). Este padrão reflete a quebra da barreira hematoencefálica nas raízes nervosas e a liberação de proteínas, sem uma resposta inflamatória celular significativa no espaço subaracnoideo. O tratamento da SGB visa reduzir a gravidade e acelerar a recuperação, sendo as principais modalidades a imunoglobulina intravenosa (IVIg) e a plasmaférese. Ambas são eficazes se iniciadas precocemente, idealmente nas primeiras duas semanas do início dos sintomas. O prognóstico varia, com a maioria dos pacientes se recuperando completamente, mas alguns podem apresentar sequelas neurológicas residuais. A monitorização respiratória e cardíaca é essencial devido ao risco de disautonomia e insuficiência respiratória.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados típicos do LCR na Síndrome de Guillain-Barré?

O achado clássico é a dissociação albumino-citológica, caracterizada por aumento da proteína no LCR com celularidade normal ou muito discreta (geralmente < 10 células/mm³).

Por que ocorre a dissociação albumino-citológica na SGB?

A elevação proteica reflete a inflamação e desmielinização das raízes nervosas, enquanto a baixa celularidade indica que não há uma resposta inflamatória celular significativa no espaço subaracnoideo.

Em que momento da doença os achados do LCR são mais evidentes?

A dissociação albumino-citológica pode não estar presente nos primeiros dias de doença, tornando-se mais evidente após a primeira semana do início dos sintomas.

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