HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022
As formas desmielinizantes da Síndrome de Guillain-Barré (SGB) são acompanhadas de achados pela ENMG como, as descritas corretamente no item:
SGB desmielinizante → ENMG: ↓ velocidades condução, ↑ latências distais/onda F, bloqueio condução com dispersão.
A forma desmielinizante da SGB é caracterizada por danos à bainha de mielina, o que lentifica ou impede a condução nervosa. Na ENMG, isso se manifesta como redução das velocidades de condução, prolongamento das latências e bloqueios de condução, refletindo a disfunção da mielina.
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polirradiculoneuropatia inflamatória aguda, autoimune, que afeta o sistema nervoso periférico. É a causa mais comum de paralisia flácida aguda em adultos e sua incidência varia globalmente. O diagnóstico precoce é crucial para o início do tratamento e para evitar complicações graves, sendo a eletroneuromiografia (ENMG) um exame complementar fundamental. A fisiopatologia da SGB envolve uma resposta imune aberrante, frequentemente desencadeada por infecções prévias (como *Campylobacter jejuni* ou Zika vírus), que ataca a mielina (forma desmielinizante) ou os axônios (forma axonal) dos nervos periféricos. Os achados da ENMG são essenciais para diferenciar as formas e confirmar o diagnóstico, revelando padrões específicos de disfunção nervosa. A suspeita clínica surge com fraqueza muscular progressiva e arreflexia. O tratamento da SGB baseia-se em imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese, que visam modular a resposta imune. O prognóstico é geralmente bom, mas uma parcela dos pacientes pode desenvolver sequelas neurológicas. A interpretação correta da ENMG é vital para o manejo, pois orienta a conduta e permite monitorar a evolução da doença, sendo um conhecimento indispensável para residentes.
Os achados incluem redução das velocidades de condução motora, prolongamento das latências motoras distais, sinais de bloqueio de condução nervosa motora com dispersão temporal da onda e prolongamento das latências de ondas F.
O bloqueio de condução é caracterizado pela redução da amplitude do potencial de ação composto muscular (CMAP) em um segmento proximal do nervo, sem uma redução proporcional no segmento distal, indicando falha na transmissão do impulso através da área desmielinizada.
As latências de ondas F são úteis para avaliar a condução nos segmentos proximais dos nervos, incluindo as raízes nervosas. O prolongamento dessas latências na SGB desmielinizante reflete o acometimento da mielina nessas regiões, mesmo que os segmentos distais ainda não mostrem alterações significativas.
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