Síndrome de Guillain-Barré: Quadro Clínico Típico

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Os pacientes com Síndrome de Guillain-Barré (SGB) geralmente apresentam como quadro clínico:

Alternativas

  1. A) Fraqueza muscular em mais de um segmento apendicular de forma assimétrica, incluindo musculatura craniana.
  2. B) Fraqueza muscular em mais de um segmento apendicular de forma simétrica, excluindo musculatura craniana.
  3. C) Fraqueza muscular em mais de um segmento apendicular de forma simétrica, incluindo musculatura craniana.
  4. D) Fraqueza muscular em apenas um segmento apendicular de forma simétrica, incluindo musculatura craniana.

Pérola Clínica

SGB → Fraqueza muscular simétrica ascendente, arreflexia e frequentemente envolvimento de nervos cranianos.

Resumo-Chave

A Síndrome de Guillain-Barré é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante aguda, caracterizada por fraqueza muscular progressiva e simétrica que geralmente começa nas pernas e ascende, podendo afetar a musculatura respiratória e craniana. A arreflexia é um achado chave.

Contexto Educacional

A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma condição neurológica autoimune rara e grave, caracterizada por uma polirradiculoneuropatia desmielinizante aguda. Geralmente, é precedida por uma infecção (respiratória ou gastrointestinal), que desencadeia uma resposta imune cruzada contra os nervos periféricos. A rápida identificação do quadro clínico é crucial para o manejo adequado e para evitar complicações graves, como a insuficiência respiratória. O quadro clínico clássico da SGB envolve uma fraqueza muscular progressiva, que se inicia nas extremidades inferiores e ascende de forma simétrica, acompanhada de arreflexia ou hiporreflexia. A fraqueza pode variar de leve a paralisia completa, e o envolvimento da musculatura craniana, como disfagia e paralisia facial, é comum. A progressão dos sintomas geralmente ocorre ao longo de dias a semanas, atingindo um platô em até quatro semanas. A ausência de febre e a presença de parestesias são outros achados frequentes. O diagnóstico é clínico, suportado por exames como a eletroneuromiografia e a análise do líquor (dissociação albumino-citológica). O tratamento consiste em imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese, que devem ser iniciados precocemente para modular a resposta imune e reduzir a gravidade e duração da doença. O acompanhamento em unidade de terapia intensiva é frequentemente necessário devido ao risco de insuficiência respiratória e disautonomia.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Síndrome de Guillain-Barré?

Os principais sintomas da SGB incluem fraqueza muscular progressiva e simétrica, que geralmente começa nas extremidades inferiores e ascende, além de arreflexia (ausência de reflexos tendíneos profundos) e, frequentemente, envolvimento de nervos cranianos, como a paralisia facial.

A fraqueza muscular na SGB é simétrica ou assimétrica?

A fraqueza muscular na Síndrome de Guillain-Barré é tipicamente simétrica, afetando ambos os lados do corpo de forma semelhante, embora possa haver pequenas assimetrias no início do quadro.

A Síndrome de Guillain-Barré pode afetar a musculatura craniana?

Sim, o envolvimento da musculatura craniana é comum na SGB, manifestando-se como disfagia, disartria ou paralisia facial (uni ou bilateral), o que pode indicar um quadro mais grave e a necessidade de monitorização respiratória.

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