ENARE/ENAMED — Prova 2025
Escolar, 9 anos, masculino, há 15 dias apresentou quadro de diarreia aguda com febre baixa. Há 3 dias iniciou dormência e parestesia em ambos os membros inferiores, seguidas de fraqueza, que impede a deambulação. Atualmente apresenta, além da perda da força muscular, arreflenda nos membros inferiores e dormência e parestesia em tórax. No líquor apresenta aumento de proteínas com leucócitos e glicose normais. O tratamento a ser iniciado é:
Fraqueza ascendente + Arreflexia + Dissociação albuminocitológica = Guillain-Barré.
A Síndrome de Guillain-Barré é uma polirradiculoneuropatia autoimune pós-infecciosa; o tratamento com imunoglobulina ou plasmaférese deve ser iniciado precocemente.
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é a causa mais comum de paralisia flácida aguda após a erradicação da poliomielite. Frequentemente é precedida por uma infecção gastrointestinal (destaque para Campylobacter jejuni) ou respiratória, ocorrendo um mimetismo molecular entre antígenos do patógeno e gangliosídeos dos nervos periféricos. O quadro clínico típico é de uma paralisia ascendente e simétrica, com arreflexia ou hiporreflexia. O diagnóstico é clínico, apoiado pelo estudo do líquor e eletroneuromiografia. O tratamento precoce visa interromper a cascata autoimune, reduzindo o tempo de ventilação mecânica e melhorando o prognóstico motor a longo prazo.
É o achado clássico da Síndrome de Guillain-Barré, caracterizado pelo aumento significativo das proteínas no líquido cefalorraquidiano (LCR) com contagem de células brancas (leucócitos) normal. Esse fenômeno geralmente aparece após a primeira semana de sintomas.
Ambas têm eficácia equivalente no tratamento da SGB. A escolha depende da disponibilidade e contraindicações. Em pediatria, a Imunoglobulina Intravenosa (IVIG) é frequentemente preferida por ser mais fácil de administrar e apresentar menos complicações hemodinâmicas que a plasmaférese.
Os sinais de alerta incluem progressão rápida da fraqueza, envolvimento de nervos cranianos (disfagia, disartria), fraqueza dos músculos respiratórios (queda da capacidade vital) e disautonomia (arritmias, instabilidade pressórica), que podem exigir suporte em UTI.
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