Síndrome de Guillain-Barré: Diagnóstico e Tratamento Urgente

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2018

Enunciado

Mulher, 25 anos, sem história de comorbidades, chega à emergência referindo quadro iniciado há 48h com fraqueza nas pernas, sentindo inicialmente as "pernas pesadas" em 12h já não conseguia mais caminhar; relata ainda que 24h depois do início do quadro começou a sentir os braços pesados, e neste momento ao exame está ofegante e com dificuldade de falar frases longas. Relata que há 4 semanas teve episódio de febre e mialgia intensos, quando surgiram "pintinhas vermelhas no corpo", mas todos os sintomas passaram em uma semana. Ao exame físico, vigil, orientada, cooperativa; além de não conseguir mover os membros inferiores e apresentar perda moderada de força em membros superiores, de forma simétrica, os reflexos tendinosos estão abolidos. Sinais vitais: PA 100 x 60 mmHg, FC 128 bpm, FR 26 irpm, HGT 92, Tax 36,5 C e saturação periférica de o₂ 89%. Assinale qual alternativa expressa o melhor diagnóstico e conduta no momento:

Alternativas

  1. A) Acidente vascular encefálico; suporte clínico intensivo, realizar neuroimagem e começar trombolítico imediatamente.
  2. B) Transtorno de ansiedade com manifestação somatoforme; benzodiazepínico via oral e encaminhar à psiquiatria via ambulatorial.
  3. C) Tétano; suporte clínico intensivo e início de corticoide em dose imunossupressiva.
  4. D) Síndrome de Guillain-Barré; suporte clínico intensivo e início de plasmaférese ou imunoglobulina parenteral.
  5. E) Tétano; solicitar punção lombar e aguardar a cultura líquor para definir conduta.

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