Síndrome de Guillain-Barré: Diagnóstico e Manejo Essencial

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Adolescente de 12 anos, com antecedente de quadro de gastroenterite há 10 dias, inicla com dormência e parestesia de membros inferiores, seguida de fraqueza muscular. Exame do liquor mostra proteínas de 120mg/dl e presença de 4 células.Em relação ao diagnóstico mais provável analise as afirmativas abaixo.I - Os reflexos profundos estão gerałmente abolidos no início do curso da doença.II - Este quadro também pode ocorrer após a administração de vacinas.Ill - A fraqueza muscular grave ou rapidamente progressiva deve ser tratada com imunoglobulina humana.Sobre esta situação selecione a opção correta.

Alternativas

  1. A) As afirmativas I e II são verdadeiras. A afirmativa III é falsa.
  2. B) As afirmativas I e III são verdadeiras. A afirmativa II é falsa.
  3. C) As afirmativas II e III são verdadeiras. A afirmativa I é falsa.
  4. D) As afirmativas I, II e III são verdadeiras. 
  5. E) As afirmativas I, II e III são falsas. 

Pérola Clínica

SGB: paralisia ascendente pós-infecção, disautonomia, albuminocitológica no líquor, tratamento com IgIV ou plasmaférese.

Resumo-Chave

A Síndrome de Guillain-Barré é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante aguda, frequentemente desencadeada por infecções (como Campylobacter jejuni). Caracteriza-se por fraqueza muscular progressiva e ascendente, arreflexia e disautonomia, sendo uma emergência neurológica que pode necessitar de suporte ventilatório.

Contexto Educacional

A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória aguda, autoimune, que afeta o sistema nervoso periférico. É a causa mais comum de paralisia flácida aguda em adultos e uma emergência neurológica, com incidência de 1-2 casos por 100.000 pessoas/ano. A compreensão de sua fisiopatologia e apresentação clínica é vital para o diagnóstico precoce e manejo adequado. A fisiopatologia da SGB envolve uma resposta imune aberrante, frequentemente desencadeada por uma infecção prévia (especialmente por Campylobacter jejuni, mas também por vírus como Zika, CMV, EBV), que leva à produção de anticorpos que atacam a mielina ou os axônios dos nervos periféricos. O diagnóstico é clínico, baseado na fraqueza progressiva e arreflexia, e corroborado por achados no líquor (dissociação albuminocitológica) e eletroneuromiografia. A suspeita deve ser alta em pacientes com fraqueza ascendente após um quadro infeccioso. O tratamento da SGB visa reduzir a gravidade e acelerar a recuperação. As opções terapêuticas incluem imunoglobulina intravenosa (IgIV) ou plasmaférese, ambas eficazes em casos moderados a graves. O suporte intensivo, incluindo monitoramento respiratório e cardiovascular, é crucial devido ao risco de insuficiência respiratória e disautonomia. O prognóstico é geralmente bom, mas uma parcela dos pacientes pode ter sequelas neurológicas residuais.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da Síndrome de Guillain-Barré?

A SGB tipicamente se manifesta com fraqueza muscular progressiva e simétrica, que geralmente começa nas pernas e ascende, acompanhada de parestesias e arreflexia. Disautonomia, como flutuações da pressão arterial e arritmias, também é comum.

Qual é o tratamento de primeira linha para a Síndrome de Guillain-Barré?

O tratamento de primeira linha para SGB grave ou rapidamente progressiva inclui imunoglobulina intravenosa (IgIV) ou plasmaférese. Ambas as terapias visam modular a resposta imune e reduzir a gravidade e duração da doença.

Como o exame do líquor auxilia no diagnóstico da Síndrome de Guillain-Barré?

O exame do líquor na SGB classicamente revela dissociação albuminocitológica, caracterizada por níveis elevados de proteínas com contagem celular normal ou minimamente aumentada. Este achado é crucial para o diagnóstico, embora possa não estar presente nas fases iniciais.

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