IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Todas as alternativas apresentam sintomas que sugerem o diagnóstico de Síndrome de Guillain Barré, exceto:
SGB → paralisia flácida ascendente, SIMÉTRICA, com arreflexia e disfunção autonômica.
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é caracteristicamente uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória aguda que cursa com fraqueza muscular progressiva e simétrica, geralmente ascendente, acompanhada de arreflexia ou hiporreflexia. A presença de assimetria marcante é um achado atípico e sugere diagnósticos diferenciais.
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é a causa mais comum de paralisia flácida aguda em países desenvolvidos, sendo uma emergência neurológica. Caracteriza-se por uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória aguda, com incidência de 1-2 casos por 100.000 pessoas/ano, frequentemente precedida por infecções (ex: Campylobacter jejuni, Zika, CMV). A fisiopatologia envolve uma resposta autoimune contra componentes dos nervos periféricos, resultando em desmielinização ou lesão axonal. O diagnóstico é clínico, baseado na fraqueza progressiva e simétrica, arreflexia, e pode ser suportado por exames como líquor (dissociação albuminocitológica) e eletroneuromiografia. A disfunção autonômica e o envolvimento de nervos cranianos são achados comuns, mas a assimetria marcante é atípica. O tratamento visa reduzir a gravidade e acelerar a recuperação, utilizando imunoglobulina intravenosa (IVIg) ou plasmaférese. O prognóstico varia, com a maioria dos pacientes se recuperando, mas alguns podem ter sequelas neurológicas. É crucial o reconhecimento precoce para iniciar o tratamento e monitorar complicações respiratórias e autonômicas.
A SGB tipicamente se manifesta com fraqueza muscular progressiva e simétrica, geralmente ascendente, arreflexia e pode incluir disfunção autonômica e envolvimento de nervos cranianos.
Não, a assimetria marcante é um achado atípico na SGB e deve levar à consideração de diagnósticos diferenciais, pois a doença é classicamente simétrica.
Os critérios incluem fraqueza progressiva em mais de um membro, arreflexia ou hiporreflexia, e um curso monofásico. Achados de disfunção autonômica e envolvimento craniano são comuns.
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