HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2023
Qual é a conduta indicada para eventos adversos de Síndrome de Gullain – Barré?
Suspeita de Guillain-Barré ou eventos adversos → Internação hospitalar imediata.
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma emergência neurológica que pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória e disautonomia. Qualquer suspeita ou evento adverso relacionado à SGB exige internação hospitalar para monitoramento intensivo, suporte ventilatório se necessário e início precoce de tratamento específico (plasmaférese ou imunoglobulina intravenosa).
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória aguda, de etiologia autoimune, que se manifesta por fraqueza muscular progressiva, geralmente ascendente e simétrica, e arreflexia. É frequentemente precedida por uma infecção viral ou bacteriana. A SGB é uma emergência médica devido ao risco de comprometimento da musculatura respiratória e disfunção autonômica, que podem ser fatais. A conduta inicial para qualquer paciente com suspeita de SGB ou que apresente eventos adversos relacionados à doença é a internação hospitalar imediata. Isso permite um monitoramento rigoroso da função respiratória (capacidade vital, pressão inspiratória máxima), cardíaca (arritmias, flutuações pressóricas) e neurológica. A progressão da fraqueza pode ser rápida, e a necessidade de ventilação mecânica pode surgir em até 30% dos casos. O tratamento específico, que deve ser iniciado o mais precocemente possível, inclui plasmaférese ou imunoglobulina intravenosa (IVIg). Ambas as terapias são eficazes em reduzir a gravidade e acelerar a recuperação. A decisão entre uma e outra pode depender da disponibilidade e contraindicações. A reabilitação física é uma parte essencial do manejo a longo prazo para otimizar a recuperação funcional.
Os principais sinais incluem fraqueza muscular progressiva e simétrica, geralmente ascendente, arreflexia e parestesias. A progressão rápida da fraqueza é um sinal de alerta.
A internação é crucial devido ao risco de rápida progressão da paralisia, incluindo os músculos respiratórios, e disautonomia, exigindo monitoramento intensivo e suporte ventilatório.
O tratamento específico consiste em plasmaférese ou imunoglobulina intravenosa (IVIg), que visam modular a resposta autoimune e reduzir a gravidade e duração da doença.
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