HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022
O tratamento específico da Síndrome de Guillain-Barré (SGB) visa primordialmente a acelerar o processo de recuperação:
Tratamento SGB: Plasmaférese ou IgIV para reduzir complicações e déficits neurológicos.
O tratamento da Síndrome de Guillain-Barré visa modular a resposta autoimune que causa a desmielinização dos nervos periféricos. As duas terapias comprovadamente eficazes são a plasmaférese e a imunoglobulina humana intravenosa (IgIV), que devem ser iniciadas precocemente para acelerar a recuperação e minimizar sequelas.
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória aguda, de origem autoimune, que afeta os nervos periféricos e raízes nervosas. Caracteriza-se por fraqueza muscular progressiva e arreflexia, geralmente ascendente, e pode levar à insuficiência respiratória e disautonomia. A SGB é uma emergência neurológica, e o tratamento precoce é crucial para melhorar o prognóstico e reduzir a morbidade. O tratamento específico da SGB visa primordialmente a modular a resposta imune e acelerar o processo de recuperação, diminuindo as complicações associadas à fase aguda e reduzindo os déficits neurológicos residuais em longo prazo. As duas terapias imunomoduladoras com eficácia comprovada são a plasmaférese (troca plasmática) e a imunoglobulina humana intravenosa (IgIV). Ambas são igualmente eficazes e devem ser iniciadas nas primeiras duas semanas do início dos sintomas para obter os melhores resultados. A plasmaférese remove anticorpos patogênicos e mediadores inflamatórios do plasma, enquanto a IgIV atua por múltiplos mecanismos, incluindo a neutralização de autoanticorpos e a modulação da resposta imune. A escolha entre plasmaférese e IgIV depende da disponibilidade, contraindicações e preferência do paciente e do médico. Corticosteroides sistêmicos não são recomendados, pois não demonstraram benefício e podem até atrasar a recuperação. O tratamento de suporte, incluindo monitoramento respiratório e cardiovascular, é igualmente vital.
A plasmaférese remove anticorpos patogênicos, complexos imunes e mediadores inflamatórios do plasma do paciente, interrompendo o ataque autoimune aos nervos periféricos.
A IgIV é frequentemente preferida em crianças, pacientes com instabilidade hemodinâmica ou naqueles com dificuldade de acesso venoso, além de ser mais fácil de administrar em alguns cenários.
O tratamento visa prevenir complicações como insuficiência respiratória (necessidade de ventilação mecânica), disautonomia (arritmias, hipotensão/hipertensão), trombose venosa profunda e infecções.
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