Síndrome de Guillain-Barré: Diagnóstico e Sinais Chave

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015

Enunciado

“É uma polineuropatia pós-infecciosa envolvendo principalmente os nervos motores, mas, algumas vezes, também os sensoriais e autônomos. A paralisia geralmente vem após uma infecção viral inespecífica ocorrida há cerca de 10 dias. A infecção viral pode ter causado somente sintomas gastrointestinais ou do trato respiratório. A fraqueza começa geralmente nas extremidades inferiores e envolve progressivamente o tronco, as extremidades superiores e finalmente os músculos bulbares” (Nelson, 2005). O texto acima se refere à doença denominada:

Alternativas

  1. A) Doença de Fabry.
  2. B) Doença de Charcot-Marie-Tooth.
  3. C) Paralisia de Bell.
  4. D) Síndrome de Guillain-Barré.

Pérola Clínica

SGB → polineuropatia desmielinizante aguda pós-infecciosa com fraqueza ascendente.

Resumo-Chave

A Síndrome de Guillain-Barré é uma emergência neurológica caracterizada por fraqueza muscular progressiva e ascendente, frequentemente desencadeada por infecções virais ou bacterianas prévias. O diagnóstico é clínico, suportado por LCR e eletroneuromiografia.

Contexto Educacional

A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polineuropatia desmielinizante inflamatória aguda, autoimune e pós-infecciosa, sendo a causa mais comum de paralisia flácida aguda em adultos. Sua incidência é de 1-2 casos por 100.000 habitantes por ano, e o reconhecimento precoce é crucial devido ao potencial de rápida progressão e complicações graves. A fisiopatologia envolve uma resposta imune aberrante contra componentes dos nervos periféricos, frequentemente desencadeada por mimetismo molecular após infecções (ex: Campylobacter jejuni, CMV, Zika). O diagnóstico é clínico, baseado na fraqueza ascendente e arreflexia, e pode ser suportado por análise do líquido cefalorraquidiano (dissociação albumino-citológica) e eletroneuromiografia. A suspeita deve surgir em qualquer paciente com fraqueza progressiva e simétrica. O tratamento é focado em terapias imunomoduladoras, como imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese, que devem ser iniciadas precocemente. O prognóstico é geralmente bom, mas uma parcela dos pacientes pode ter sequelas neurológicas residuais ou necessitar de ventilação mecânica. O manejo de suporte, incluindo fisioterapia e prevenção de complicações, é fundamental.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da Síndrome de Guillain-Barré?

A SGB tipicamente se manifesta com fraqueza muscular simétrica e ascendente, que pode progredir para paralisia. Pode haver também parestesias e dor, e em casos graves, comprometimento respiratório e autonômico.

Qual a principal causa infecciosa associada à Síndrome de Guillain-Barré?

A infecção por Campylobacter jejuni é a causa bacteriana mais comum associada à SGB, especialmente à variante axonal. Infecções virais como CMV, EBV e Zika também são gatilhos frequentes.

Qual o tratamento inicial para a Síndrome de Guillain-Barré?

O tratamento inicial visa reduzir a gravidade e acelerar a recuperação, utilizando imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese. O suporte respiratório e hemodinâmico é vital em casos graves.

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