HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2021
Criança de 7 anos, após episódio de gastroenterite e febrícula, iniciou com quadro de cansaço e diminuição de força nas pernas com manifestações ascendentes, contínuas, simétricas e progressivas. Tem apresentado perda do controle esfincteriano, hiporreflexia tendinosa profunda e hipertensão arterial. A mais provável hipótese diagnóstica é:
SGB → Paralisia flácida ascendente, simétrica, hiporreflexia, disautonomia, pós-infecção.
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante aguda, frequentemente precedida por infecções (gastroenterite ou respiratória). A apresentação clássica inclui fraqueza muscular ascendente e simétrica, acompanhada de hipo ou arreflexia, e pode cursar com disautonomia, como hipertensão arterial e perda do controle esfincteriano.
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é a causa mais comum de paralisia flácida aguda adquirida em crianças e adultos, sendo uma emergência neurológica. Sua incidência é de aproximadamente 1-2 casos por 100.000 pessoas por ano, com um pico bimodal em adultos jovens e idosos, embora possa ocorrer em qualquer idade. É crucial para residentes reconhecerem essa condição devido ao potencial de rápida progressão para insuficiência respiratória. A fisiopatologia envolve uma resposta autoimune mediada por células e anticorpos contra componentes da mielina ou axônios dos nervos periféricos, frequentemente desencadeada por uma infecção prévia (ex: Campilobacter jejuni, CMV, Zika). O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de fraqueza progressiva, simétrica e ascendente, arreflexia/hiporreflexia e ausência de outras causas. A disautonomia, como hipertensão, hipotensão e arritmias, é uma complicação importante. O tratamento é de suporte, com monitorização rigorosa da função respiratória, e imunomodulação com imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese, que devem ser iniciados precocemente para reduzir a gravidade e acelerar a recuperação. O prognóstico é geralmente bom, mas uma parcela dos pacientes pode ter sequelas neurológicas residuais ou necessitar de ventilação mecânica prolongada.
A SGB tipicamente se manifesta com fraqueza muscular progressiva e ascendente, simétrica, acompanhada de hipo ou arreflexia. Sintomas disautonômicos como hipertensão, hipotensão postural e disfunção esfincteriana também são comuns.
A SGB é frequentemente precedida por uma infecção, geralmente gastrointestinal (como por Campilobacter jejuni) ou respiratória, que desencadeia uma resposta autoimune contra os nervos periféricos.
A diferenciação envolve a análise do padrão de fraqueza (ascendente e simétrica na SGB), a presença de arreflexia e a ausência de nível sensitivo. Exames como líquor (dissociação albuminocitológica) e eletroneuromiografia são cruciais para confirmar o diagnóstico e excluir outras neuropatias ou mielopatias.
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