Síndrome de Guillain-Barré: Tratamento com IVIg vs. Plasmaférese

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem, 24 anos de idade, da entrada no pronto-socorro, conta que nos últimos 7 dias notou uma fraqueza progressiva nos membros inferiores, até que hoje conseguiu deambular apenas com apoio e veio ao hospital. Exame clínico: sinais vitais são normais; há fraqueza simétrica nos membros inferiores, que não vencem a resistência, e possuem hiporreflexia; há discreta e duvidosa hipoestesia até os joelhos; não existem outras anormalidades. O exame do líquor revelou líquido claro e transparente 2 leucócitos/mm³, 1 hemácia/mm³, glicose: 69 mg/dl, proteínas: 171 mg/dl, pesquisa microbiológica direta negativa. Para a escolha do potencialmente melhor tratamento para este paciente, consulta-se uma revisão sistemática com meta-análise sobre o assunto. Nesta publicação, os autores comparam o uso de imunoglobulina (IVIg) e plasmaférese (PE). De acordo com os dados e gráficos apresentados, é possível concluir corretamente:

Alternativas

  1. A) Não é possível estabelecer nenhuma conclusão com segurança.
  2. B) Não é possível afirmar que exista uma superioridade entre elas.
  3. C) A imunoglobulina alcançou melhores desfechos e deve ser escolhida.
  4. D) A plasmaférese alcançou melhores desfechos e deve ser escolhida.
  5. E) A terapia combinada deve ser escolhida pela sua superioridade.

Pérola Clínica

SGB: fraqueza ascendente + arreflexia + dissociação albumino-citológica no líquor. IVIg e plasmaférese têm eficácia similar.

Resumo-Chave

O caso clínico descreve um quadro clássico de Síndrome de Guillain-Barré (SGB), caracterizado por fraqueza progressiva e ascendente, arreflexia e a típica dissociação albumino-citológica no líquor (proteínas elevadas com celularidade normal). Tanto a imunoglobulina intravenosa (IVIg) quanto a plasmaférese (PE) são tratamentos de primeira linha para SGB, e estudos demonstram eficácia comparável entre elas.

Contexto Educacional

A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória aguda, autoimune, que afeta o sistema nervoso periférico. É a causa mais comum de paralisia flácida aguda em adultos e é frequentemente precedida por uma infecção (viral ou bacteriana). A rápida progressão da fraqueza, que pode levar à insuficiência respiratória, torna o diagnóstico e tratamento precoces cruciais. A fisiopatologia envolve uma resposta imune aberrante que ataca a mielina ou os axônios dos nervos periféricos. Clinicamente, manifesta-se por fraqueza muscular progressiva, geralmente ascendente e simétrica, acompanhada de arreflexia ou hiporreflexia. O diagnóstico é clínico, suportado por eletroneuromiografia e análise do líquor, que tipicamente revela a dissociação albumino-citológica. O tratamento da SGB visa modular a resposta imune e acelerar a recuperação. As duas principais modalidades terapêuticas são a imunoglobulina intravenosa (IVIg) e a plasmaférese. Ambas demonstraram ser eficazes em reduzir a gravidade e a duração da doença, e meta-análises indicam que não há superioridade clara de uma sobre a outra. A escolha entre IVIg e plasmaférese geralmente se baseia na disponibilidade, experiência do centro, contraindicações específicas do paciente e custo.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Síndrome de Guillain-Barré?

Os critérios incluem fraqueza progressiva de mais de um membro, arreflexia ou hiporreflexia, progressão dos sintomas em dias a 4 semanas, e exclusão de outras causas. A dissociação albumino-citológica no líquor é um achado de suporte.

Qual a indicação para tratamento com IVIg ou plasmaférese na SGB?

O tratamento com IVIg ou plasmaférese é indicado para pacientes com SGB que apresentam progressão rápida da fraqueza, incapacidade de deambular sem auxílio, ou envolvimento respiratório.

Como a dissociação albumino-citológica ajuda no diagnóstico de SGB?

A dissociação albumino-citológica, caracterizada por proteínas elevadas no líquor com contagem de células normal ou minimamente aumentada, é um achado clássico da SGB, refletindo a inflamação e desmielinização das raízes nervosas.

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