Síndrome de Guillain-Barré: Sinais e Diagnóstico

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025

Enunciado

Menino com nove anos de idade é levado ao pronto-socorro com queixa de dor e perda da força muscular nos membros inferiores. Segundo os familiares, os sintomas começaram nos pés e foram subindo pelas pernas. No exame físico, apresenta perda de força muscular, paralisia flácida e arreflexia nos membros inferiores. Hipótese diagnóstica:

Alternativas

  1. A) Acidente vascular cerebral;
  2. B) Mielite transversa;
  3. C) Neuromielite óptica;
  4. D) Síndrome de Guillain-Barré.

Pérola Clínica

SGB: paralisia flácida ascendente, arreflexia, dor neuropática. Diagnóstico clínico + dissociação albuminocitológica no líquor.

Resumo-Chave

A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante aguda, caracterizada por fraqueza muscular progressiva e ascendente, geralmente simétrica, acompanhada de arreflexia ou hiporreflexia. A dor nos membros é um sintoma comum. O diagnóstico é clínico, com suporte de eletroneuromiografia e análise do líquor (dissociação albuminocitológica).

Contexto Educacional

A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polirradiculoneuropatia inflamatória desmielinizante aguda, considerada uma emergência neurológica. É a causa mais comum de paralisia flácida aguda em adultos e crianças, com uma incidência de 1-2 casos por 100.000 pessoas por ano. Geralmente, é precedida por uma infecção (respiratória ou gastrointestinal) que desencadeia uma resposta autoimune contra os nervos periféricos. A fisiopatologia envolve um ataque autoimune à mielina ou aos axônios dos nervos periféricos, resultando em condução nervosa prejudicada. Clinicamente, a SGB se manifesta por fraqueza muscular progressiva e simétrica, que tipicamente começa nos membros inferiores e ascende, acompanhada de arreflexia. Dor neuropática é comum, e em casos graves, pode haver insuficiência respiratória e disautonomia, exigindo internação em UTI. O diagnóstico é primariamente clínico, suportado por eletroneuromiografia e análise do líquor, que classicamente mostra dissociação albuminocitológica. O tratamento consiste em imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese, que devem ser iniciados precocemente para limitar a progressão da doença. Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente a SGB, diferenciar de outras causas de fraqueza e iniciar o tratamento adequado para melhorar o prognóstico e reduzir a morbidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas característicos da Síndrome de Guillain-Barré?

A Síndrome de Guillain-Barré tipicamente se manifesta com fraqueza muscular progressiva e simétrica, que geralmente começa nos membros inferiores e ascende para o tronco e membros superiores. É acompanhada por arreflexia ou hiporreflexia e pode haver dor neuropática, parestesias e, em casos graves, comprometimento respiratório e disautonomia.

Como é feito o diagnóstico da Síndrome de Guillain-Barré?

O diagnóstico da SGB é primariamente clínico, baseado na apresentação dos sintomas. Exames complementares como a eletroneuromiografia (que mostra evidências de desmielinização ou axonal) e a análise do líquido cefalorraquidiano (LCR), que revela dissociação albuminocitológica (aumento de proteínas com contagem celular normal), fornecem suporte diagnóstico.

Qual a principal diferença entre Síndrome de Guillain-Barré e mielite transversa?

A principal diferença reside na apresentação e nos achados neurológicos. A SGB causa uma paralisia flácida ascendente com arreflexia, indicando uma lesão do nervo periférico. A mielite transversa, por outro lado, é uma lesão da medula espinhal que geralmente causa fraqueza e déficits sensoriais abaixo do nível da lesão, frequentemente com hiperreflexia e sinais de liberação piramidal.

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