HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
Sebastião, 42 anos de idade, procura o pronto-socorro. Com quadro de febre alta,mialgia e dor retro-orbitária, há 13 dias. Na semana seguinte, já não se queixava mais desses sintomas, mas surgiu fraqueza pelo corpo. Hoje, conta que tem dificuldade para deambular por fraqueza e formigamento nos membros inferiores. Ao exame neurológico, apresenta força grau 3 nos membros superiores e inferiores, reflexos miotáticos profundos ausentes nos 4 membros, sensibilidade vibratória diminuída distalmente nos membros inferiores e disparesia facial. O exame de líquor revelou um aspecto límpido e incolor, células 1/mm³, proteínas 150 mg/dL, glicose 70 mg/dL. Assinale a alternativa que apresenta as duas complicações frequentes associadas à principal hipótese diagnóstica neste caso.
GBS → Fraqueza ascendente, arreflexia, dissociação albuminocitológica. Complicações: insuficiência respiratória e disautonomia.
A Síndrome de Guillain-Barré é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante aguda, frequentemente pós-infecciosa, caracterizada por fraqueza muscular progressiva e arreflexia. As principais complicações são a insuficiência respiratória, devido ao comprometimento dos músculos respiratórios, e a disautonomia, que pode levar a arritmias e instabilidade hemodinâmica.
A Síndrome de Guillain-Barré (GBS) é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória aguda, autoimune, que afeta o sistema nervoso periférico. Geralmente, é precedida por uma infecção (viral ou bacteriana) e se manifesta com fraqueza muscular progressiva, simétrica e ascendente, acompanhada de arreflexia. É uma emergência neurológica que exige reconhecimento e manejo rápidos. A fisiopatologia envolve uma resposta imune aberrante que ataca a mielina ou os axônios dos nervos periféricos. O diagnóstico é clínico, suportado por achados no líquor (dissociação albuminocitológica, ou seja, aumento de proteínas com poucas células) e eletroneuromiografia. O quadro clínico típico inclui fraqueza que pode variar de leve a paralisia completa, com envolvimento dos nervos cranianos e autonômicos. O tratamento da GBS baseia-se em imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese para reduzir a gravidade e acelerar a recuperação. As complicações mais temidas são a insuficiência respiratória, que pode exigir ventilação mecânica, e a disautonomia, que pode causar instabilidade cardiovascular grave. A monitorização intensiva é crucial para identificar e tratar essas complicações precocemente.
Os critérios incluem fraqueza progressiva em mais de um membro, arreflexia ou hiporreflexia, e ausência de outras causas. O líquor com dissociação albuminocitológica e eletroneuromiografia são exames complementares.
A insuficiência respiratória ocorre devido à progressão da paralisia para os músculos diafragmáticos e intercostais, comprometendo a capacidade de ventilação. A monitorização da capacidade vital forçada é fundamental.
A disautonomia pode se manifestar como flutuações da pressão arterial, arritmias cardíacas, bradicardia, taquicardia, retenção urinária e íleo paralítico, exigindo monitorização intensiva.
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