UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
A queixa de fraqueza muscular aguda na emergência, e mesmo entre pacientes internados, necessita de raciocínio elucidativo para estabelecimento e condutas específicas. Sobre essa síndrome, é correto afirmar que:
Dor é comum na fase de recuperação da Síndrome de Guillain-Barré; plasmaférese e IVIG são tratamentos de primeira linha.
A Síndrome de Guillain-Barré é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante aguda, e a dor, especialmente neuropática, é um sintoma frequente, inclusive na fase de recuperação, não devendo ser subestimada.
A fraqueza muscular aguda é uma emergência neurológica que exige raciocínio rápido para o diagnóstico diferencial e manejo. A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma das causas mais comuns de paralisia flácida aguda, caracterizada por uma polirradiculoneuropatia desmielinizante autoimune, frequentemente desencadeada por infecções como Campylobacter jejuni ou Zika vírus. A SGB classicamente apresenta fraqueza ascendente e simétrica, arreflexia e dor, que pode ser um sintoma proeminente em até 80% dos casos, persistindo inclusive na fase de recuperação. A plasmaférese e a imunoglobulina intravenosa (IVIG) são os tratamentos de primeira linha, sendo igualmente eficazes na redução da gravidade e duração da doença, e não são contraindicados em pacientes com SGB. Bloqueadores neuromusculares são contraindicados em Miastenia Gravis sem reversão adequada, pois podem exacerbar a fraqueza. A Miastenia Gravis, por sua vez, é uma doença autoimune da junção neuromuscular, caracterizada por fraqueza flutuante e fatigabilidade, com ptose palpebral e diplopia sendo achados clássicos. Piridostigmina é o tratamento sintomático de primeira linha para Miastenia Gravis, não para SGB. O reconhecimento da dor como parte do quadro da SGB é crucial para um manejo adequado e alívio do sofrimento do paciente, além de diferenciar corretamente as condições para instituir a terapia correta.
Sim, a dor é um sintoma muito comum na Síndrome de Guillain-Barré, presente em até 80% dos pacientes, podendo ser neuropática, musculoesquelética ou visceral, e persistir na fase de recuperação.
Os tratamentos de primeira linha são a plasmaférese e a imunoglobulina intravenosa (IVIG), que são igualmente eficazes na redução da gravidade e duração da doença, e devem ser iniciados precocemente.
A Miastenia Gravis cursa com fraqueza flutuante e fatigabilidade, piorando com o esforço, com ptose e diplopia comuns. Guillain-Barré apresenta fraqueza progressiva e ascendente, geralmente simétrica, com arreflexia e dor.
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