Síndrome de Guillain-Barré: Diagnóstico e Sinais Chave

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Homem, 30 anos, procurou pronto socorro com quadro de dormência em ponta de pés, com início há 14 dias. Referiu que o quadro ascendeu até joelhos e mãos. Evoluiu com fraqueza em membros inferiores, com dificuldade para deambular. Negou alterações urinárias e fecais. Ao exame neurológico, apresentou-se com reflexos osteotendíneos abolidos, em associação com comprometimento de sensibilidade superficial e profunda. Qual o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Mielite transversa
  2. B) Polimiosite
  3. C) Polirradiculoneurite inflamatória aguda
  4. D) Esclerose lateral amiotrófica
  5. E) Miastenia gravis

Pérola Clínica

SGB → Paralisia flácida ascendente, arreflexia, disestesia.

Resumo-Chave

A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante aguda, caracterizada por fraqueza muscular progressiva e ascendente, geralmente acompanhada de arreflexia e alterações sensitivas. A apresentação clássica com dormência e fraqueza ascendente é crucial para o diagnóstico.

Contexto Educacional

A Síndrome de Guillain-Barré (SGB), ou polirradiculoneurite inflamatória aguda, é a causa mais comum de paralisia flácida aguda em adultos, com uma incidência de 1-2 casos por 100.000 pessoas por ano. É uma emergência neurológica que pode levar à insuficiência respiratória e disautonomia, sendo crucial o reconhecimento precoce para um manejo adequado. A fisiopatologia envolve uma resposta autoimune mediada por células T e anticorpos contra componentes da mielina ou axônios dos nervos periféricos, frequentemente desencadeada por infecções prévias (ex: Campylobacter jejuni, CMV, Zika). Clinicamente, caracteriza-se por fraqueza muscular progressiva e simétrica, ascendente, acompanhada de arreflexia ou hiporreflexia. Alterações sensitivas como parestesias e dor são comuns, mas a fraqueza é o sintoma predominante. O tratamento é baseado em imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese, que devem ser iniciados o mais precocemente possível para reduzir a gravidade e acelerar a recuperação. O suporte respiratório em unidade de terapia intensiva é fundamental para pacientes com comprometimento da musculatura respiratória. O prognóstico é geralmente bom, mas alguns pacientes podem apresentar sequelas neurológicas residuais.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da Síndrome de Guillain-Barré?

A SGB tipicamente se manifesta com fraqueza muscular progressiva e ascendente, começando nas pernas e subindo para o tronco e braços. Arreflexia e alterações sensitivas, como dormência e parestesias, são achados comuns.

Como é feito o diagnóstico da polirradiculoneurite inflamatória aguda?

O diagnóstico é clínico, baseado na apresentação dos sintomas. Exames complementares como a punção lombar (dissociação albumino-citológica) e eletroneuromiografia (padrão desmielinizante) auxiliam na confirmação.

Qual a principal diferença entre Síndrome de Guillain-Barré e mielite transversa?

A SGB afeta o sistema nervoso periférico, causando paralisia flácida e arreflexia sem nível sensitivo. A mielite transversa é uma lesão medular, cursando com nível sensitivo, hiperreflexia (após fase aguda) e disfunção esfincteriana.

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