FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2021
Em relação à síndrome de Guillain-Barre, é INCORRETO afirmar:
SGB: Imunoglobulina = Plasmaférese. Corticoterapia NÃO é eficaz.
Na Síndrome de Guillain-Barré, o tratamento com imunoglobulina humana (IVIg) ou plasmaférese são as terapias de primeira linha e são igualmente eficazes. A corticoterapia venosa, ao contrário do que afirma a alternativa A, não demonstrou benefício significativo e não é recomendada para o tratamento da SGB.
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória aguda, autoimune, que se manifesta como uma paralisia flácida ascendente e simétrica, frequentemente precedida por uma infecção (gastrointestinal ou respiratória). É uma emergência neurológica devido ao risco de insuficiência respiratória e disautonomia. O diagnóstico da SGB é clínico, baseado na apresentação da fraqueza progressiva, arreflexia e ausência de outras causas. É suportado por exames complementares como o estudo eletrofisiológico (eletroneuromiografia), que mostra desmielinização ou axonal, e a análise do líquor, que tipicamente revela a 'dissociação albumino-citológica' (aumento de proteínas com celularidade normal ou muito baixa). É importante notar que as alterações liquóricas podem não estar presentes nos primeiros dias do quadro. O tratamento da SGB visa reduzir a gravidade e acelerar a recuperação. As terapias de primeira linha são a imunoglobulina humana intravenosa (IVIg) e a plasmaférese, que demonstraram ser igualmente eficazes quando iniciadas precocemente (idealmente nas primeiras duas semanas do início dos sintomas). A corticoterapia, ao contrário de outras doenças autoimunes, não demonstrou benefício na SGB e não é recomendada. O manejo também inclui suporte respiratório, monitorização cardíaca e prevenção de complicações como trombose venosa profunda e úlceras de pressão.
As opções de tratamento eficazes são a imunoglobulina humana intravenosa (IVIg) e a plasmaférese. Ambas são igualmente eficazes e devem ser iniciadas precocemente.
A corticoterapia não demonstrou eficácia no tratamento da Síndrome de Guillain-Barré e não é recomendada como terapia primária.
A dissociação albumino-citológica é o achado clássico no líquor da SGB, caracterizada por elevação das proteínas com celularidade normal. Pode não estar presente nos primeiros 7 dias do quadro.
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